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Dia da Parteira Tradicional

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O Dia da Parteira Tradicional, comemorado em 20 de janeiro, celebra a mulher que assiste partos em comunidades onde não há hospital por perto. A parteira tradicional carrega conhecimento acumulado ao longo de anos, frequentemente ensinado pela mãe ou avó. Seu trabalho é crucial em áreas rurais, indígenas e quilombolas, onde ela costuma ser a única profissional de saúde disponível no momento do parto.

Rápido: Parteira tradicional é mulher experiente que assiste partos normais de baixo risco em comunidades rurais, indígenas ou quilombolas.

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Neste artigo
  1. Quem é a parteira tradicional
  2. Programa do Ministério da Saúde
  3. Por que importa a parteira tradicional
  4. Diferença de competências
  5. Desafios e reconhecimento
  6. Em outros Mundos
  7. resposta sobre datas, resposta completa do mês e resposta:

Quem é a parteira tradicional

É uma mulher que aprendeu a assistir partos por convivência e prática, sem curso superior. Seu conhecimento vem de anos acompanhando gestações, partos e cuidados pós-parto. Trabalha de forma autônoma ou informal na comunidade, orientada por valores culturais locais e por experiência direta. Frequentemente teve mãe ou avó parteira, e assim o conhecimento passa de geração em geração.

Programa do Ministério da Saúde

Desde março de 2000, o Ministério da Saúde mantém o Programa Trabalhando com Parteiras Tradicionais. O objetivo é qualificar parteiras, integrar seu trabalho ao Sistema Único de Saúde e valorizar seus saberes. O programa já capacitou cerca de 3.000 parteiras em 120 municípios do país. Fonte: Ministério da Saúde. Verificado em 30 de outubro de 2026.

Por que importa a parteira tradicional

Nas regiões rurais, indígenas e quilombolas do Brasil, a parteira é frequentemente a única profissional de saúde presente no parto. Oferece acompanhamento respeitoso à mulher, considera a cultura local, reduz o medo e a medicalização desnecessária do parto natural. Trabalha de forma humanizada, com a mulher e sua família, em vez de procedimentos invasivos.

Diferença de competências

A parteira tradicional acompanha parto normal de baixo risco. Sabe reconhecer sinais de complicação e encaminha para hospital ou médico quando preciso. Não faz intervenções cirúrgicas nem receita medicamentos. Sua força é a segurança em parto natural e o conhecimento do parto domiciliar em comunidade.

Desafios e reconhecimento

A parteira enfrenta falta de reconhecimento oficial, acesso limitado a treinamento formal e pressão para que todos os partos sejam hospitalares. O programa do governo busca mudar isso, reconhecendo a parteira como parceira na saúde comunitária, oferecendo treinamento que respeita seu saber, e integrando seu trabalho à rede de cuidado.

Em outros Mundos

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Perguntas frequentes

O que é uma parteira tradicional?

Parteira tradicional é mulher que aprendeu a assistir partos por prática e ensinamento, sem formação universitária. Trabalha em comunidades rurais, indígenas e quilombolas, usando conhecimento acumulado ao longo de anos, frequentemente transmitido de geração em geração.

Qual é a diferença entre parteira tradicional e obstetriz?

Parteira tradicional aprendeu com prática e transmissão oral; obstetriz tem graduação universitária com conhecimento científico formal. Obstetriz está preparada para intervir em complicações; parteira tradicional foca em parto normal de baixo risco e chama profissional em casos complicados.

Quantos partos são feitos por parteiras tradicionais no Brasil?

Segundo a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde de 1996, cerca de 20 por cento dos partos nas áreas rurais ainda eram assistidos por parteiras. Destes, aproximadamente 40 por cento tiveram ajuda de parteiras ou enfermeiras.

O Ministério da Saúde reconhece a parteira tradicional?

Sim. Desde 2000, o Ministério mantém o Programa Trabalhando com Parteiras Tradicionais. O objetivo é qualificar e integrar parteiras ao Sistema Único de Saúde, respeitando seus saberes e práticas, enquanto melhora a segurança do parto rural.

Como a parteira tradicional aprende?

Normalmente aprende acompanhando sua mãe, avó ou outra mulher experiente no parto. Observa e pratica ao longo dos anos. O conhecimento é transmitido oralmente e por experiência direta, em vez de através de livros ou sala de aula.

Qual é a importância da parteira nas comunidades?

Nas comunidades rurais, indígenas e quilombolas, a parteira costuma ser a única profissional de saúde disponível. Oferece suporte à gestante antes, durante e depois do parto. Respeita a cultura local e a escolha da mulher no jeito de parir.

A parteira tradicional pode fazer cesariana?

Não. A parteira tradicional está preparada para acompanhar parto vaginal de baixo risco. Se há sinal de complicação ou necessidade de cesariana, ela encaminha para hospital ou profissional médico. Saber quando chamar ajuda é parte essencial do seu conhecimento.

Como encontrar uma parteira tradicional?

Em comunidades rurais, indígenas ou quilombolas, a parteira é conhecida localmente. Você pode perguntar à liderança comunitária, ao agente de saúde ou ao posto de saúde mais próximo. O Programa do Ministério da Saúde ajuda a conectar mulheres gestantes com parteiras qualificadas.

Referências

  • Ministério da Saúde - Programa Trabalhando com Parteiras Tradicionais. Disponível em: https://saude.gov.br.
  • Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde 1996. Disponível em: https://www.ibge.gov.br.

Fontes conferidas em 30 de outubro de 2026.

Escrito por

Redação MundoBlá

Equipe editorial

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