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⚖️ Direito

Como denunciar LGBTfobia: Disque 100, delegacia e online

Por Publicado em: Atualizado em: 4 min de leitura — visitas

Resposta rápida

Para denunciar LGBTfobia, ligue para o Disque 100, que é gratuito e funciona 24 horas por dia, ou procure uma delegacia para registrar boletim de ocorrência. Em situação de perigo imediato, ligue 190 para a Polícia Militar. Guarde o número de protocolo, porque ele permite acompanhar a denúncia.

Este texto é informativo e não substitui advogado ou Defensoria Pública. Se você está em risco agora, ligue 190.

Disque 100: o canal nacional

O Disque Direitos Humanos (Disque 100) é um serviço de utilidade pública do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Ele recebe, analisa e encaminha denúncias de violações aos órgãos de proteção, defesa e responsabilização, e a população LGBTQIA+ está entre os grupos atendidos.

Segundo a página oficial no Gov.br:

  • funciona todos os dias, 24 horas, incluindo sábados, domingos e feriados;
  • a ligação é gratuita, de qualquer telefone fixo ou celular, bastando discar 100;
  • há atendimento por WhatsApp no número +55 61 99611-0100 e pelo Telegram, em Direitoshumanosbrasil;
  • há site com chat e sistema de videochamadas em Libras;
  • qualquer pessoa pode denunciar, sendo vítima ou testemunha;
  • para acompanhar, você liga de novo, informa o número de protocolo e confirma os dados.

Delegacia: boletim de ocorrência

A delegacia registra a ocorrência e abre a investigação. Como a decisão do STF de 13 de junho de 2019 enquadrou as condutas homofóbicas e transfóbicas nos crimes da Lei 7.716, o relato deve descrever o que aconteceu com datas, local e envolvidos. Veja decisão do STF sobre homofobia: data, tese e efeitos.

Veja no site da Polícia Civil do seu estado se existe registro online para o seu tipo de caso. Em situação de violência ou ameaça, procure a delegacia ou ligue 190.

Ligue 180, se a vítima é mulher

O Ligue 180 é a Central de Atendimento à Mulher. A ligação é gratuita, o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias, e registra e encaminha denúncias aos órgãos competentes. Também há atendimento por WhatsApp, no número (61) 9610-0180. Em emergência, o Gov.br orienta acionar a Polícia Militar pelo 190.

O que levar e o que guardar

  • Documento de identificação.
  • Prints de mensagens e postagens com data, horário e perfil visíveis.
  • Áudios, vídeos e fotos, sem edição.
  • Nomes e telefones de testemunhas.
  • Laudo ou atestado médico, se houve lesão.
  • Número de protocolo do Disque 100.

O Código de Processo Civil admite todos os meios legais e moralmente legítimos de prova (art. 369). A prova serve para a denúncia criminal e para eventual pedido de indenização. Veja como provar homofobia e o que esperar de um processo.

O que fazer logo após a agressão

  1. Vá para um lugar seguro e, se houver risco, ligue 190.
  2. Procure atendimento médico se houver lesão e peça o registro por escrito.
  3. Anote tudo o que lembrar: data, horário, local, falas e pessoas presentes.
  4. Faça capturas de tela de mensagens e postagens antes que sejam apagadas.
  5. Denuncie pelo Disque 100 e registre ocorrência na delegacia.
  6. Procure a Defensoria Pública ou um advogado.

Se aconteceu no trabalho, na escola ou na internet

  • Trabalho: além do Disque 100 e da delegacia, procure o setor de recursos humanos e o Ministério Público do Trabalho. O site do MPT permite escolher o estado para fazer a denúncia.
  • Escola: procure a direção e a Secretaria de Educação. Se o aluno for criança ou adolescente, o Conselho Tutelar zela pelos direitos previstos no ECA.
  • Internet: faça capturas de tela com data, horário e endereço do perfil, antes que o conteúdo seja apagado. A lei prevê pena maior quando o crime é cometido em redes sociais.

Acompanhamento jurídico

A Constituição garante assistência jurídica integral e gratuita a quem comprovar insuficiência de recursos, prestada pela Defensoria Pública. Além disso, a Lei 7.716 prevê, no artigo 20-D, que nos atos do processo a vítima de crimes de racismo deve estar acompanhada de advogado ou defensor público. Para entender o que é considerado crime, leia o que é considerado LGBTfobia e o que é crime. Para as penas, veja pena para LGBTfobia: quantos anos de cadeia e multa.

Rápido

Ligue 100, gratuito e 24 horas, ou vá à delegacia. Em perigo, ligue 190. Guarde provas e o protocolo.

Fonte e verificação

Fontes: página Denunciar violação de direitos humanos (Disque 100) e página do Ligue 180, no Gov.br, Lei 7.716/1989 e Constituição, no Planalto, e notícia do STF de 13 de junho de 2019. Verificado em 6 de outubro de 2026. Telefones e canais podem mudar: confirme no site oficial.

Termos citados neste artigo

Ver o glossário completo →

Perguntas frequentes

Como denunciar LGBTfobia?

Você pode ligar para o Disque 100, que é gratuito e funciona 24 horas, ou procurar uma delegacia para registrar boletim de ocorrência. O Disque 100 recebe, analisa e encaminha denúncias de violações contra a população LGBTQIA+ aos órgãos de proteção e responsabilização.

Como denunciar casos de homofobia?

Os canais são os mesmos da LGBTfobia: Disque 100 por telefone, WhatsApp, Telegram ou site, e delegacia de polícia. Em situação de emergência, ligue para a Polícia Militar no 190. Guarde provas e anote o número de protocolo, que serve para acompanhar a denúncia.

Como denunciar LGBTfobia online?

O Disque Direitos Humanos oferece site com chat e sistema de videochamadas em Libras, além de atendimento por WhatsApp, no número +55 61 99611-0100, e pelo Telegram, em Direitoshumanosbrasil. A página oficial dos serviços fica no Gov.br, em Denunciar violação de direitos humanos.

Para quem ligar em caso de homofobia?

Ligue 100, serviço do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, gratuito, de qualquer telefone fixo ou celular. Se houver risco imediato, ligue 190 para a Polícia Militar. Se a vítima é mulher e o caso envolve violência, o Ligue 180 também atende, 24 horas por dia.

O que fazer em caso de homofobia?

Primeiro, busque segurança e atendimento de saúde, se houver lesão. Depois, guarde provas, anote nomes de testemunhas, data e local, e denuncie pelo Disque 100 ou na delegacia. Peça orientação à Defensoria Pública ou a um advogado sobre os próximos passos.

O Disque 100 é gratuito?

Sim. Segundo o Gov.br, o serviço é gratuito para o cidadão e as ligações podem ser feitas de todo o Brasil, de qualquer telefone fixo ou celular, bastando discar 100. O atendimento funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados.

Preciso me identificar para denunciar?

A página do Gov.br informa que qualquer pessoa pode reportar uma violação de direitos humanos da qual seja vítima ou tenha conhecimento. As regras de sigilo e de identificação são do serviço. Para detalhes, consulte a seção de perguntas frequentes do Ministério dos Direitos Humanos.

Posso denunciar mesmo não sendo a vítima?

Sim. O Gov.br informa que qualquer cidadão pode fazer uma denúncia sobre violações de direitos humanos da qual seja vítima ou tenha conhecimento de que acontece com outra pessoa. Se você presenciou o fato, relate o que viu e informe local, data e quem estava presente.

Como acompanhar a denúncia feita no Disque 100?

Segundo o Gov.br, basta ligar para o Disque 100, informar o número de protocolo gerado no registro e confirmar os dados da denúncia. Por isso, anote o protocolo no momento da ligação. A denúncia é analisada e encaminhada aos órgãos competentes.

O que levar à delegacia?

Leve documento de identificação e o que tiver como prova: prints, áudios, vídeos, mensagens, nomes de testemunhas e, se houver, laudo médico. Relate data, horário, local e quem praticou o ato. A delegacia registra a ocorrência e encaminha para investigação.

Que tipo de prova ajuda em uma denúncia?

Mensagens, prints com data e perfil visíveis, áudios, vídeos, fotos de lesões, laudos médicos e testemunhas. O Código de Processo Civil admite todos os meios legais e moralmente legítimos de prova. Não apague conversas e não edite arquivos. Guarde os originais.

Posso registrar boletim de ocorrência pela internet?

Alguns estados oferecem registro online de ocorrências, mas não conferi a lista. Veja no site da Polícia Civil do seu estado se o seu caso pode ser registrado por esse canal. Em caso de violência ou ameaça, prefira procurar a delegacia ou ligar 190.

A delegacia pode se recusar a registrar a ocorrência?

Se houver recusa, relate a situação ao Disque 100, à Corregedoria da Polícia Civil do seu estado ou à Defensoria Pública. A decisão do STF enquadrou as condutas homofóbicas e transfóbicas nos crimes da Lei 7.716, e isso é base para o registro.

Preciso de advogado para denunciar?

Não para registrar a denúncia no Disque 100 ou na delegacia. Para acompanhar o processo, a Constituição garante assistência jurídica gratuita a quem comprovar insuficiência de recursos, pela Defensoria Pública. Além disso, a Lei 7.716 prevê, em seu artigo 20-D, acompanhamento da vítima por advogado ou defensor público.

Posso denunciar LGBTfobia no trabalho ou na escola?

Sim. Pelo Disque 100 ou pela delegacia você registra o fato. Para o trabalho, procure também o setor de recursos humanos e o Ministério Público do Trabalho. Para a escola, procure a direção, a Secretaria de Educação e, se o aluno for menor, o Conselho Tutelar.

Quanto tempo leva para a denúncia ser analisada?

O Gov.br diz que o atendimento do Disque 100 é imediato, mas o tempo de análise e encaminhamento depende dos órgãos que recebem o caso. O Gov.br não informa prazo estimado para essa etapa. Guarde o protocolo e acompanhe pelo telefone.

Este texto substitui a orientação de um advogado?

Não. Ele apresenta canais oficiais conferidos no Gov.br em 6 de outubro de 2026. Telefones e serviços podem mudar, por isso confirme no site oficial. Para o seu caso, procure a Defensoria Pública, um advogado ou o Ministério Público.

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Referências

Fontes conferidas em 6 de outubro de 2026.

Escrito por

Equipe editorial

Equipe que pesquisa, escreve e revisa os guias do MundoBlá. Todo conteúdo cita fontes oficiais e mostra a data da última conferência. Perfis de especialistas reais entram aqui só quando houver pessoa verificada.

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