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Neste artigo
Os 4 tipos mais comuns de maquininha
Todos os tipos fazem a mesma coisa: aceitam cartão de débito e crédito e mandam a venda para a empresa que paga você. A diferença está em como cada um se conecta e onde ele pode ir.
| Tipo | Como funciona | Combina com |
|---|---|---|
| POS | Aparelho independente, com chip ou wi-fi | Restaurante, loja, venda na rua |
| TEF com pinpad | Software no computador do caixa e teclado para o cliente | Mercado, farmácia, loja com sistema |
| mPOS | Leitor ligado ao celular, em geral por bluetooth | Autônomo, feira, atendimento em casa |
| Celular por aproximação | Aplicativo no celular com NFC | Quem vende pouco e quer zero aparelho extra |
Essa tabela não traz taxa de propósito. Cada empresa muda a tabela com frequência, e um número sem data e fonte engana mais do que ajuda.
Maquininha POS: a mais versátil
POS vem do inglês point of sale, ou ponto de venda. É a maquininha que funciona sozinha: tem tela, teclado, leitor de cartão e conexão própria.
Alguns modelos usam chip de operadora, outros usam wi-fi e alguns aceitam os dois. Com chip, você pode levar a máquina até a mesa, até a porta do cliente ou até a barraca na feira. Com wi-fi, ela depende da rede do local.
Modelos com impressora entregam o comprovante em papel. Outros enviam o comprovante por mensagem ou e-mail. Veja qual formato o seu cliente espera.
TEF com pinpad: integrado ao caixa
TEF é a sigla de transferência eletrônica de fundos. Aqui, quem processa a venda é um software instalado no computador do caixa. O cliente usa o pinpad, um teclado com leitor, para inserir o cartão e digitar a senha.
A vantagem é a integração. O valor sai direto do sistema de vendas, sem digitar duas vezes, e o fechamento do caixa fica mais simples. A desvantagem é a mobilidade: o pinpad fica preso ao balcão e não vai até o cliente.
O TEF costuma exigir mais de um fornecedor, como o sistema da loja e a empresa de pagamento. Pergunte quem dá suporte quando algo falha.
mPOS e celular: os mais compactos
A mPOS é um leitor pequeno que só funciona ligado ao celular ou tablet. O aparelho do vendedor faz a ponte com a internet e mostra a venda na tela.
Ela costuma ser barata e cabe no bolso. O ponto fraco é a dependência: celular sem bateria ou sem sinal significa venda perdida.
Há também serviços que transformam o próprio celular em maquininha. O cliente aproxima o cartão do aparelho e a venda é aprovada pelo aplicativo. Para isso, o celular precisa de NFC e ser compatível; confira a lista na página oficial do serviço.
Como escolher o tipo certo
Responda três perguntas antes de olhar preço:
- Onde a venda acontece? Caixa fixo, mesa, porta do cliente ou rua.
- Que conexão é estável ali? Wi-fi da loja ou sinal de operadora.
- Você usa sistema de vendas? Se sim, a integração do TEF pode poupar retrabalho.
Depois, compare o custo total de cada opção no seu volume real: preço ou aluguel da máquina, taxa de débito, de crédito à vista e parcelado, prazo de recebimento e antecipação. Peça tudo por escrito e com data. A resposta completa sobre como escolher máquina de cartão mostra essa conta passo a passo.
Se você é MEI ou está abrindo a empresa agora, vale ter a conta de recebimento no CNPJ. O passo a passo para formalizar está em como abrir MEI.
O que diz a lei sobre maquininhas
A Lei nº 12.865/2013 coloca a atividade de credenciar a aceitação de instrumento de pagamento entre as atividades das instituições de pagamento. A mesma lei atribui ao Banco Central a tarefa de disciplinar os arranjos de pagamento e supervisionar essas instituições.
A Lei nº 13.455/2017 autoriza preço diferente conforme o prazo ou o instrumento de pagamento. Ela também exige que eventuais descontos sejam informados em local e formato visíveis ao consumidor. Se você der desconto no Pix ou no dinheiro, deixe o aviso à vista.
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No Mundo Dinheiro, compare os meios de pagamento e suas diferenças e veja como receber Pix na empresa, uma alternativa à maquininha no balcão.
Fonte: Lei nº 12.865/2013; Lei nº 13.455/2017. Verificado em 5 de novembro de 2026.
Perguntas frequentes
Quais são os tipos de maquininha de cartão?
Os tipos mais comuns são a maquininha POS, que funciona sozinha com chip ou wi-fi; o TEF com pinpad, ligado ao computador do caixa; a mPOS, que depende do celular; e o próprio celular recebendo por aproximação. Cada um atende a um jeito de vender diferente, do balcão fixo à entrega.
O que significa POS na maquininha?
POS vem do inglês point of sale, ou ponto de venda. É a maquininha que funciona de forma independente, com conexão própria por chip de celular ou wi-fi, e costuma imprimir ou enviar o comprovante. Ela pode ser levada até a mesa ou ficar no balcão, conforme o modelo escolhido.
O que é TEF na maquininha?
TEF é a sigla de transferência eletrônica de fundos. Nesse formato, um software instalado no computador do caixa conversa com o pinpad, o teclado onde o cliente insere o cartão e digita a senha. Costuma aparecer em mercados e farmácias, porque a venda já sai integrada ao sistema da loja.
O que é mPOS?
mPOS é a maquininha que depende de um celular ou tablet conectado, em geral por bluetooth, para passar a venda. O aparelho do vendedor faz a comunicação com a internet. Costuma ser compacta e barata, mas exige celular com bateria e sinal durante todo o expediente.
Dá para usar o celular como maquininha?
Dá, em alguns serviços. Certos aplicativos permitem receber pagamento por aproximação no próprio celular, sem máquina extra, desde que o aparelho tenha NFC e seja compatível. Confira na página oficial do serviço quais modelos de celular funcionam e quais cartões e bandeiras são aceitos.
Qual tipo de maquininha é melhor para MEI?
Depende de onde e como você vende. Para quem atende na rua ou em domicílio, uma POS com chip ou uma mPOS costuma bastar. Para quem tem caixa fixo com sistema de vendas, o TEF pode fazer sentido. Compare o custo total no seu volume de vendas antes de decidir.
Maquininha com chip ou com wi-fi?
Escolha pela conexão que nunca falha no seu ponto de venda. Chip de operadora serve para quem anda, desde que haja sinal na região. Wi-fi serve para quem fica no mesmo lugar e tem rede estável. Alguns modelos aceitam as duas formas, o que ajuda quando uma delas cai.
Maquininha com ou sem aluguel: qual a diferença?
Na maquininha comprada, você paga o aparelho uma vez e fica com ele. Na alugada, paga uma mensalidade enquanto usar, e a troca por defeito costuma estar incluída no contrato. A escolha depende do volume de vendas e das taxas de cada plano, que mudam com frequência.
Quanto custa a taxa da maquininha?
Não há um número fixo: cada empresa define a própria tabela, e ela muda com o tempo, com o plano e com o tipo de venda. Peça a tabela completa por escrito, com data, e compare débito, crédito à vista, parcelado e antecipação. Desconfie de taxa anunciada sem condição.
Toda maquininha aceita Pix?
Não. Alguns modelos mostram um QR Code do Pix na tela ou recebem Pix por aproximação, e outros só aceitam cartão. Confira na ficha do produto. Se a sua não aceitar, você pode deixar no balcão um QR Code gerado pela conta da empresa.
Maquininha POS aceita qualquer cartão?
Não necessariamente. Cada maquininha está ligada a uma empresa credenciadora, e as bandeiras aceitas dependem dos contratos dessa empresa. Antes de contratar, confira a lista de bandeiras e de vales-refeição aceitos, principalmente se o seu público usa algum cartão específico.
Quem regula as empresas de maquininha?
A atividade de credenciar a aceitação de cartões é de instituição de pagamento, segundo a Lei nº 12.865/2013. A mesma lei dá ao Banco Central a tarefa de disciplinar os arranjos de pagamento e supervisionar essas instituições, com aplicação de sanções quando cabível.
Posso cobrar preço diferente no cartão?
Pode. A Lei nº 13.455/2017 autoriza preço diferente conforme o prazo ou o meio de pagamento usado. Os descontos oferecidos precisam ser informados em local e formato visíveis ao consumidor, como no balcão, na etiqueta ou no cardápio.
Preciso de internet para usar a maquininha?
Quase sempre, sim. A POS usa chip ou wi-fi, a mPOS usa a internet do celular e o TEF usa a rede do caixa. Sem conexão, a venda costuma não ser aprovada. Por isso, teste o sinal no ponto de venda antes de escolher o modelo.
Qual maquininha é melhor para delivery?
Para entrega, você precisa de algo portátil: POS com chip ou mPOS ligada ao celular do entregador. O TEF fica preso ao caixa e não serve para levar até o cliente. Outra opção é enviar link de pagamento ou cobrar por Pix antes da saída do pedido.
Qual o erro mais comum ao escolher o tipo?
O erro mais comum é escolher pela taxa em destaque e ignorar o jeito de vender. Uma máquina barata que depende de wi-fi não serve para feira, e uma mPOS cansa quem passa o dia atendendo mesas. Pense primeiro no lugar da venda e depois no preço.
Posso ter mais de um tipo de maquininha?
Pode, e às vezes compensa: um TEF no caixa e uma POS portátil para entregas, por exemplo. Cada aparelho extra soma custo e mais um extrato para conferir. Faça a conta com o seu movimento real antes de multiplicar máquinas.
Referências
- Lei nº 12.865/2013 (Planalto). Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12865.htm.
- Lei nº 13.455/2017 (Planalto). Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13455.htm.
Fontes conferidas em 05 de novembro de 2026.