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Por que Angelina Jolie fez mastectomia? O que é o gene BRCA

Por Publicado em: Atualizado em: 6 min de leitura — visitas

Resposta rápida

Angelina Jolie fez uma mastectomia dupla preventiva em maio de 2013 porque carrega uma mutação no gene BRCA1, que aumenta bastante o risco de câncer de mama e de ovário. A mãe dela, Marcheline Bertrand, morreu de câncer de ovário em 27 de janeiro de 2007. Este artigo é informativo e não substitui orientação médica.

O que se sabe sobre o caso de Angelina Jolie

Segundo a Wikipedia, Jolie carrega a mutação BRCA1, que aumenta substancialmente o risco de câncer de mama e de ovário. Em maio de 2013, ela fez a mastectomia dupla preventiva. Dois anos depois, em março de 2015, fez a retirada dos ovários e das tubas uterinas.

Mastectomia preventiva é a retirada das mamas antes de existir câncer, para reduzir o risco. É uma decisão pessoal, tomada com equipe médica, e o caso dela não vale como regra para todas as mulheres.

O que é o gene BRCA

BRCA1 e BRCA2 são genes que produzem proteínas que ajudam a reparar danos no DNA. Cada pessoa tem duas cópias de cada um, uma herdada de cada genitor, segundo o Instituto Nacional do Câncer dos EUA. Uma alteração prejudicial em um desses genes aumenta o risco de alguns cânceres, em especial de mama e de ovário.

Ter a alteração não significa que a pessoa vai ter câncer. Significa que o risco é maior que o da população geral.

Quais são os riscos

Situação Risco ao longo da vida
Câncer de mama em mulheres com mutação Mais de 60%
Câncer de mama na população geral Cerca de 13%
Câncer de ovário com BRCA1 39% a 58%
Câncer de ovário com BRCA2 13% a 29%
Câncer de ovário na população geral Cerca de 1,1%

Fonte: Instituto Nacional do Câncer dos EUA, página revisada em 19 de julho de 2024. São faixas estimadas para grupos, e o seu risco depende de outros fatores.

Os homens também podem ser afetados. A mesma fonte informa que o risco de câncer de mama em homens até os 70 anos é de 0,2% a 1,2% com BRCA1 e de 1,8% a 7,1% com BRCA2, contra cerca de 0,1% na população geral.

Quanto câncer é hereditário

Segundo o INCA, os casos de câncer associados a fatores hereditários correspondem a cerca de 5% a 10% de todos os casos. O instituto também diz que são raros os casos devidos exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos. A maior parte dos cânceres de mama tem outras causas.

Opções para reduzir o risco

A fonte americana cita duas cirurgias que reduzem o risco: a mastectomia bilateral, que é a retirada das duas mamas, e a salpingo-ooforectomia bilateral, que é a retirada dos ovários e das tubas uterinas. Entre as possíveis complicações estão sangramento, infecção e menopausa precoce.

A mesma página adverte que essas cirurgias não garantem que o câncer não vá surgir, porque não é possível remover todo o tecido que poderia se tornar câncer. Por isso, a decisão é individual e deve ser tomada com a equipe médica.

Quem deve fazer o teste

Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos EUA, o teste costuma ser recomendado para quem tem:

  • parente com mutação conhecida no BRCA
  • ancestralidade judaica ashkenazi
  • histórico pessoal ou familiar de câncer de mama antes dos 50 anos
  • histórico pessoal ou familiar de câncer de ovário, de câncer de mama em homem, de pâncreas ou de próstata de alto risco

O teste pode ser feito com amostra de sangue ou de saliva. Menores de 18 anos não devem fazer. O INCA explica que um geneticista clínico avalia o histórico pessoal e familiar para saber se há suspeita de mutação.

O que não dá para concluir

Não dá para saber a saúde de uma pessoa famosa além do que ela mesma contou. Por isso, este texto não responde a perguntas sobre o corpo ou o peso dela, e não há fonte confiável para isso.

Perguntas que as pessoas costumam ter

Ter o gene BRCA é o mesmo que ter câncer? Não. É uma alteração herdada que aumenta o risco, e a maioria das informações do Instituto Nacional do Câncer dos EUA fala em risco ao longo da vida, não em diagnóstico.

A mutação vem só da mãe? A fonte americana diz que cada pessoa herda uma cópia de cada gene de cada genitor, e que uma alteração prejudicial pode ser herdada de um deles. Isso inclui o pai. A fonte consultada não trata dos percentuais de transmissão, então o artigo não os informa.

Como é o teste? É um exame genético feito com amostra de sangue ou saliva, segundo a fonte americana. Não confirmei em fonte aberta as regras de acesso e de cobertura no Brasil, então converse com seu médico, com o seu plano de saúde ou com o serviço do SUS.

Se eu tiver a mutação, o que muda? Em geral, o médico discute acompanhamento mais frequente e opções para reduzir o risco, que podem incluir cirurgia. A decisão depende de idade, histórico familiar e preferências, e é tomada com a equipe médica.

Mastectomia e salpingo-ooforectomia: os termos

Termo O que significa
Mastectomia Retirada da mama
Mastectomia bilateral Retirada das duas mamas
Mastectomia preventiva Retirada antes de existir câncer, para reduzir o risco
Salpingo-ooforectomia bilateral Retirada dos ovários e das tubas uterinas
Aconselhamento genético Consulta para avaliar histórico familiar e indicar ou não o teste

A definição de mastectomia bilateral e de salpingo-ooforectomia segue a fonte do Instituto Nacional do Câncer dos EUA. Os outros termos são usos comuns na medicina, que o médico explica no seu caso.

Sinais que pedem consulta

Se você notar qualquer alteração na mama, procure um médico para avaliação. Este artigo não faz diagnóstico, e ter ou não ter a mutação não substitui o acompanhamento de rotina indicado pelo seu médico.

Por que evitar tirar conclusões a partir de celebridades

O caso de uma pessoa famosa chama atenção, mas cada pessoa tem um risco diferente. A decisão que serviu para uma pessoa pode não servir para outra. Por isso, use a notícia como ponto de partida para uma conversa com o médico, e não como regra.

Rápido

Angelina Jolie fez mastectomia preventiva em 2013 por carregar a mutação BRCA1. Quem tem histórico familiar de câncer de mama ou ovário deve conversar com um médico.

Aviso: este artigo é informativo e não substitui orientação médica.

Fontes: Wikipedia, Angelina Jolie, Instituto Nacional do Câncer dos EUA, BRCA1 e BRCA2 e INCA, Hereditariedade. Verificado em 6 de outubro de 2026.

Termos citados neste artigo

Ver o glossário completo →

Perguntas frequentes

Por que Angelina Jolie fez mastectomia?

Ela fez uma mastectomia dupla preventiva em maio de 2013 porque carrega a mutação no gene BRCA1, que aumenta bastante o risco de câncer de mama e de ovário, segundo a Wikipedia. A mãe dela, Marcheline Bertrand, morreu de câncer de ovário em 2007.

O que é o gene BRCA?

BRCA1 e BRCA2 são genes que produzem proteínas que ajudam a reparar danos no DNA, segundo o Instituto Nacional do Câncer dos EUA. Quando uma alteração prejudicial atinge um deles, a reparação falha e sobe o risco de alguns cânceres, em especial mama e ovário.

Quais cirurgias Angelina Jolie fez?

Segundo a Wikipedia, em maio de 2013 ela fez a mastectomia dupla preventiva, e em março de 2015 fez a retirada dos ovários e das tubas uterinas, procedimento conhecido como salpingo-ooforectomia. Os detalhes pessoais além disso não foram conferidos neste artigo.

Por que Angelina Jolie ficou magra?

Não encontrei fonte confiável sobre o peso dela, e especular sobre a saúde de alguém não é correto. O que está documentado é a mutação no BRCA1 e as cirurgias preventivas de 2013 e 2015. Sobre qualquer mudança de peso, só a própria pessoa pode explicar.

Qual é o risco de câncer de mama para quem tem mutação no BRCA?

Para mulheres portadoras, o risco ao longo da vida passa de 60%, contra cerca de 13% na população geral, segundo o Instituto Nacional do Câncer dos EUA. É um risco médio de grupo, não um destino, e varia por pessoa, família e gene.

Qual é o risco de câncer de ovário com BRCA1 e BRCA2?

Segundo a mesma fonte, o risco ao longo da vida é de 39% a 58% com BRCA1 e de 13% a 29% com BRCA2, contra cerca de 1,1% na população geral. Os números são faixas estimadas e só um médico pode interpretá-los para o seu caso.

Todo mundo com mutação no BRCA precisa fazer mastectomia?

Não. A mastectomia é uma das opções para reduzir risco, junto de acompanhamento mais frequente e de outras escolhas. A decisão depende de idade, histórico familiar, desejos pessoais e orientação médica. A cirurgia também não garante que o câncer não vá aparecer.

A mastectomia preventiva elimina o risco de câncer?

Não elimina por completo. O Instituto Nacional do Câncer dos EUA afirma que cirurgias para reduzir risco não garantem que o câncer não surgirá, porque não é possível retirar todo o tecido que poderia se tornar câncer. A decisão deve ser tomada com a equipe médica.

Quais são os riscos da cirurgia preventiva?

A fonte americana cita complicações possíveis, como sangramento e infecção, e menopausa precoce. Há ainda efeitos emocionais e físicos. Por isso a cirurgia preventiva exige acompanhamento com mastologista, ginecologista e, em alguns casos, apoio psicológico.

Quem deve fazer o teste do BRCA?

Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos EUA, o teste costuma ser recomendado a quem tem parente com mutação conhecida no BRCA, ancestralidade judaica ashkenazi, ou histórico pessoal ou familiar de câncer de mama antes dos 50 anos ou de câncer de ovário, entre outros critérios. Um médico avalia.

Como é feito o teste de BRCA?

O teste de alterações herdadas nos genes BRCA1 e BRCA2 pode ser feito com amostra de sangue ou de saliva, segundo o Instituto Nacional do Câncer dos EUA. A indicação, a cobertura e o local de realização dependem do seu médico e do seu plano ou do SUS.

Crianças podem fazer o teste de BRCA?

Segundo a fonte americana, menores de 18 anos não devem fazer o teste, de acordo com recomendações profissionais. Isso vale mesmo quando há histórico familiar. Quando a pessoa chega à maioridade, decide com um geneticista ou médico se quer investigar.

Homens também têm risco com mutação no BRCA?

Sim. Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos EUA, o risco de câncer de mama em homens até os 70 anos é de 0,2% a 1,2% com BRCA1 e de 1,8% a 7,1% com BRCA2, contra cerca de 0,1% na população geral. O de próstata também sobe.

Todo câncer de mama é hereditário?

Não. O INCA informa que os casos associados a fatores hereditários correspondem a cerca de 5% a 10% de todos os cânceres, e que são raros os casos devidos exclusivamente a fatores hereditários. A maior parte dos casos tem outras causas.

Ter parente com câncer significa ter mutação no BRCA?

Não necessariamente. Casos de câncer na família podem ter outras causas. O INCA explica que um geneticista clínico avalia o histórico pessoal e familiar para decidir se há suspeita de mutação. O teste só é indicado quando esse conjunto de dados sugere.

O que fazer se eu tiver histórico familiar de câncer de mama?

Procure um médico, como ginecologista ou mastologista, e leve o histórico da família: quem teve, qual tipo e em que idade. Ele avalia a necessidade de acompanhamento e de aconselhamento genético. Este artigo é informativo e não substitui orientação médica.

O que foi o efeito Angelina Jolie?

Não consegui abrir uma fonte oficial que defina ou meça esse termo, então este artigo não o explica nem traz números. Para dados sobre testes genéticos e decisões preventivas, consulte estudos publicados e órgãos de saúde, como o INCA.

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Referências

Fontes conferidas em 6 de outubro de 2026.

Escrito por

Equipe editorial

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