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Neste artigo
Por que a faixa do caso conjugal é tão larga
A distância entre R$ 800 e R$ 7.000 não é erro de uma das fontes. Cada uma mede uma coisa diferente. A plataforma de orçamento reúne propostas de perfis variados, inclusive casos de uma ou duas noites. A agência fala de uma semana de trabalho do próprio time.
Uma agência paulistana cita outra referência: cerca de R$ 6.600 para um caso de 5 a 7 dias em São Paulo, também em consulta de novembro de 2026. Esse número ajuda a entender a lógica. O caso conjugal típico é cobrado por dia de campo, e o total cresce com cada noite a mais.
Não existe tabela oficial. A Lei 13.432/2017 só exige que os honorários e a forma de pagamento estejam no contrato, no art. 8º, VI. A comparação de todas as fontes, serviço por serviço, está no guia de quanto custa um detetive particular. Como o serviço funciona por dentro, do primeiro contato ao relatório, você vê na página de investigação conjugal.
O que mais pesa no preço do caso conjugal
Quase todo o custo vem de seis fatores. A tabela mostra por que cada um encarece e o que você pode fazer para controlar o valor sem perder o foco.
| Fator | Por que encarece | Como controlar |
|---|---|---|
| Noite e fim de semana | Os encontros que interessam costumam acontecer fora do expediente; plataformas citam adicional de 20% a 50% | Escolher as noites com base no que você já observou |
| Investigado que anda de carro | Seguir um veículo com discrição pode pedir dois profissionais; equipe adicional sai de R$ 300 a R$ 800 por dia, por pessoa | Informar modelo, cor e trajetos de costume |
| Número de endereços | Cada local vira um ponto de campana, e pontos ao mesmo tempo pedem mais gente | Listar só os locais que importam para a dúvida |
| Viagem do investigado | Deslocamento de R$ 1,50 a R$ 3,50 por quilômetro e hospedagem de R$ 150 a R$ 400 por noite | Decidir antes se o detetive segue para fora da cidade |
| Pesquisa em fontes abertas | Análise de redes públicas sai de R$ 300 a R$ 1.500 | Contratar só se houver perfil público relevante |
| Prazo apertado | Pressa obriga a pôr mais gente em campo ao mesmo tempo | Procurar o detetive com antecedência |
Todos os valores da tabela são faixas de mercado consultadas em novembro de 2026, sem relação com o preço de nenhuma empresa.
O fator que mais pesa costuma ser o horário. Quem trai raramente faz isso às dez da manhã de uma terça. O caso conjugal se concentra em noites, fins de semana e feriados, justamente quando o adicional aparece.
O segundo é o carro. Um detetive sozinho consegue observar um endereço parado. Acompanhar alguém que dirige pela cidade, sem ser notado, é outra conversa: costuma exigir um segundo profissional e, às vezes, um segundo veículo.
Quantas noites o seu caso precisa
A pergunta certa não é "quanto custa", e sim "quantas noites eu preciso". Quem chega ao detetive com um padrão anotado paga menos do que quem pede uma semana inteira de acompanhamento sem pista.
Um exemplo ilustrativo, só para mostrar a conta. Imagine três noites de campana com um detetive, usando a diária que as plataformas de orçamento listam, de R$ 300 a R$ 800, e o adicional noturno de 20% a 50%. Cada noite sairia de R$ 360 a R$ 1.200. As três somariam de R$ 1.080 a R$ 3.600.
Agora some um segundo profissional, porque o investigado sai de carro. A equipe adicional, de R$ 300 a R$ 800 por dia, entra três vezes: mais R$ 900 a R$ 2.400. O mesmo caso passaria para algo entre R$ 1.980 e R$ 6.000, antes de deslocamento e hospedagem.
A conta mostra por que o escopo vale mais que a pechincha. Cortar uma noite inútil economiza mais do que conseguir um desconto pequeno na diária.
Como pagar menos sem perder qualidade
Barato demais costuma sair caro. A economia boa vem de um caso bem desenhado, não de cortar o que a lei exige. Siga esta ordem antes de pedir o orçamento:
- Anote o padrão. Registre dias e horários em que a rotina muda, sem mexer no celular do parceiro. Isso ajuda o detetive a escolher as noites.
- Defina a pergunta. "Ele vai a algum lugar depois do trabalho às quintas?" custa menos que "quero saber tudo da vida dele".
- Peça orçamento por fase. Primeiro duas ou três noites; depois você decide se continua, com base no relatório parcial.
- Combine a regra de viagem. Diga por escrito se o detetive segue o investigado para outra cidade e até qual valor.
- Combine a regra de parada. Se o fato aparecer na segunda noite, o contrato termina ali? O art. 12 da Lei 13.432/2017 prevê honorários proporcionais ao período trabalhado.
- Confirme o relatório no preço. O art. 9º obriga a entrega do relatório circunstanciado, com recibo, data e assinatura.
- Leia o contrato inteiro. O art. 8º lista os seis itens obrigatórios, entre eles prazo, local e honorários.
O passo a passo de comparação entre propostas, linha por linha, está em outro guia deste tema. Para entender o que entra e o que fica fora de cada dia de trabalho, veja quanto custa a diária de um detetive.
Resultado negativo também tem preço
É comum estranhar o pagamento de uma investigação que não mostrou nada de suspeito. Só que o que se contrata é o trabalho de campo, e o relatório que mostra uma rotina comum também responde à dúvida que tirava o seu sono.
O cuidado está do outro lado. Quem promete cobrar só se encontrar a traição tem incentivo para forçar uma prova. Essa lógica combina com montagem, exagero e, no pior caso, com métodos ilegais.
Se o seu objetivo for um processo de família, o valor do relatório depende de como ele foi feito. O juiz decide o peso de cada prova, e a prova obtida por meio ilícito é inadmissível, pelo art. 5º, LVI, da Constituição. Fale com um advogado antes de contratar, para o escopo mirar o que importa.
O que nenhum preço compra no caso conjugal
Pagar mais caro não autoriza o detetive a usar meios ilegais. Alguns pedidos aparecem com frequência no caso conjugal, e todos estão fora da lei:
| Pedido | Por que não pode |
|---|---|
| Instalar aplicativo espião ou entrar no celular do parceiro | Crime pelo art. 154-A do Código Penal, reclusão de 1 a 4 anos e multa |
| Interceptar ligação ou mensagem, ou fazer escuta ambiental sem ordem judicial | Crime pelo art. 10 da Lei 9.296/1996, reclusão de 2 a 4 anos e multa |
| Fotografar dentro da casa de alguém ou registrar momentos íntimos | Viola a intimidade e a vida privada, protegidas pelo art. 5º, X, da Constituição |
| Aceitar serviço que configure ou contribua para infração penal | Vedado pelo art. 10 da Lei 13.432/2017 |
Rastreador escondido no carro do parceiro também não faz parte de um serviço legal. O detetive sério recusa esses pedidos, e o art. 12 da lei garante a ele o direito de recusar serviço ilícito. Para a lista completa, a resposta sobre o que o detetive pode e não pode fazer reúne os limites.
Uma oferta desse tipo, com preço baixo ou alto, é sinal de golpe ou de crime. Quem paga por ela se expõe junto.
Fatos e curiosidades
- Adultério já foi crime no Brasil. O art. 240 do Código Penal foi revogado pela Lei 11.106, de 2005, e desde então a infidelidade é tema civil. Fonte: Código Penal, Planalto.
- Trocar de detetive no meio do caso tem regra. O art. 10, II, da Lei 13.432/2017 proíbe aceitar contrato de quem já tem detetive constituído, salvo autorização do anterior ou dano causado por desacordo ou omissão dele. Fonte: Planalto.
- O relatório final é entregue mediante recibo e precisa trazer data, identificação completa e assinatura do detetive, pelo art. 9º da mesma lei. Fonte: Planalto.
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um advogado. Em risco imediato, ligue 190.
Em outros Mundos
Se a dúvida ainda está no começo, leia os sinais de traição no relacionamento antes de gastar. Sobre a tentação de olhar o celular do parceiro, o texto sobre mexer no celular do parceiro explica o risco. E para saber se trair é crime, veja traição, bigamia e casamento com parente.
Outros serviços e preços estão no Mundo Detetive Particular, com a resposta para cada tipo de caso. Para dúvidas de outros temas, a resposta pode estar na página inicial do MundoBlá. Se a busca for por alguém que sumiu, o custo segue outra lógica, explicada em quanto custa localizar uma pessoa.
Veja o guia completo de quanto custa um detetive particular, com todas as faixas de mercado lado a lado.
Perguntas frequentes
Quanto custa uma investigação conjugal em 2026?
Pelas faixas de mercado consultadas em novembro de 2026, plataformas de orçamento do setor listam de R$ 800 a R$ 5.000 pelo caso conjugal. Agências do setor falam em R$ 3.500 a R$ 7.000 por semana. O valor do seu caso depende de noites, endereços, equipe e deslocamento, e precisa estar escrito no contrato.
Por que o caso conjugal costuma custar mais à noite?
Porque os encontros que interessam ao caso costumam acontecer fora do horário comercial. Plataformas de orçamento do setor citam acréscimo de 20% a 50% para trabalho noturno ou em feriado, em consulta de novembro de 2026. Peça que o orçamento mostre o valor normal e o adicional em linhas separadas, para conferir a conta.
Quantos dias dura uma investigação conjugal?
Uma agência paulistana cita de 5 a 7 dias para o caso conjugal em São Paulo, em consulta de novembro de 2026. Esse prazo é referência, não regra. Quando você já sabe quais noites importam, o trabalho pode caber em menos dias, o que reduz a conta final sem tirar foco do que precisa ser apurado.
Dá para contratar só uma ou duas noites?
Pode dar, se o detetive aceitar o escopo e você souber quando a rotina do parceiro muda. Contratar por fases é uma forma de controlar o gasto: começa com poucas noites e decide depois se continua. Confirme no contrato o valor de cada fase e a regra para estender o prazo.
Se o parceiro anda de carro, o preço sobe?
Costuma subir. Acompanhar um carro com discrição pode exigir dois profissionais e um veículo de apoio. Plataformas de orçamento listam equipe adicional de R$ 300 a R$ 800 por dia, por pessoa, em consulta de novembro de 2026. Pergunte quantas pessoas o detetive prevê para o seu caso e por qual motivo.
E se o parceiro viajar durante a investigação?
A viagem vira custo extra. Plataformas de orçamento do setor citam deslocamento de R$ 1,50 a R$ 3,50 por quilômetro e hospedagem de R$ 150 a R$ 400 por noite, em consulta de novembro de 2026. Combine antes, por escrito, se o detetive segue o investigado para fora da cidade e com qual limite de gasto.
Pago a investigação mesmo que não apareça nada?
Sim. O que se contrata é o trabalho de campo, não um resultado. Um relatório que mostra uma rotina normal também responde à sua dúvida. Desconfie de quem cobra só se achar alguma coisa, porque essa lógica empurra o profissional para forçar uma prova que talvez não exista.
Posso cancelar no meio e pagar só o que foi feito?
Depende do contrato. O art. 12 da Lei 13.432/2017 dá ao detetive o direito de receber honorários proporcionais ao período trabalhado, conforme o pactuado. Por isso, peça que o contrato diga como fica o valor se você encerrar o caso antes do prazo, inclusive quando o fato aparece logo nas primeiras noites.
Investigação conjugal barata é golpe?
Nem sempre, mas o preço baixo pede atenção quando vem junto com promessa de prova certa, oferta de acesso ao celular do parceiro ou recusa em fazer contrato. Um orçamento sério mostra noites, equipe e extras. Veja os sinais em [detetive particular barato vale a pena](/detetive-particular/detetive-particular-barato-vale-a-pena/).
O detetive pode instalar um aplicativo no celular do meu parceiro?
Não. Instalar aplicativo espião ou invadir o celular de outra pessoa é crime pelo art. 154-A do Código Penal, com reclusão de 1 a 4 anos e multa. Quem contrata também se expõe. Nenhum preço torna essa prática legal, e a prova obtida assim é inadmissível no processo.
Pagar mais caro aumenta a chance de descobrir a traição?
Não diretamente. Um valor maior compra mais noites, mais pessoas e mais locais acompanhados, e não um resultado. O detetive registra o que acontece em local público e não controla o comportamento do investigado. Desconfie de quem cobra caro prometendo flagrante certo ou acesso a mensagens privadas.
O relatório está incluído no preço?
Deveria estar. O art. 9º da Lei 13.432/2017 obriga o detetive a entregar, ao fim do prazo e mediante recibo, um relatório circunstanciado com procedimentos, conclusão, data e assinatura. Confirme no orçamento que esse relatório, com fotos e horários, faz parte do valor e não aparece depois como cobrança à parte.
Como se paga uma investigação conjugal?
A lei não fixa a forma de pagamento. Ela só exige que honorários e forma de pagamento estejam no contrato, pelo art. 8º, VI, da Lei 13.432/2017. Entrada e saldo são combinados entre as partes. Evite pagar o valor total antes de ter contrato assinado com escopo, prazo e relatório.
O relatório conjugal ajuda num processo de família?
Pode ajudar, mas quem decide o peso da prova é o juiz. Adultério não é crime desde 2005, então o tema é civil. Fale com um advogado antes de contratar, para o escopo mirar o que importa ao processo e não gastar noites com o que não muda nada. Veja [investigação conjugal no divórcio](/detetive-particular/investigacao-conjugal-para-divorcio/).
O preço muda se houver dois investigados?
Costuma mudar. Dois investigados em endereços diferentes multiplicam os pontos de campana e podem exigir mais profissionais ao mesmo tempo. Diga no primeiro contato quantas pessoas e quantos locais estão envolvidos, para o orçamento já refletir o trabalho real e não crescer depois de assinado.
Vale a pena pedir mais de um orçamento?
Vale, desde que você compare propostas na mesma unidade e com o mesmo escopo. Diária, semana e pacote não se comparam direto. Confira noites previstas, equipe, extras e relatório em cada uma. O passo a passo está em [como comparar orçamentos de detetive](/detetive-particular/como-comparar-orcamentos-de-detetive/).
Posso eu mesmo seguir meu parceiro para economizar?
Não é uma boa ideia. Perseguir alguém de forma reiterada, invadindo ou perturbando a privacidade, é crime pelo art. 147-A do Código Penal, e o risco vale para qualquer pessoa. Além disso, um confronto na rua pode virar briga ou violência. Em risco imediato, ligue 190.
Fontes e data de verificação
Lei 13.432/2017, Lei 9.296/1996, Código Penal, Constituição Federal. Conferido em 5 de novembro de 2026.Referências
- Lei nº 13.432, de 11 de abril de 2017 (Planalto). Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13432.htm.
- Lei nº 9.296/1996 (Planalto). Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9296.htm.
- Código Penal, Decreto-Lei nº 2.848/1940, texto compilado (Planalto). Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm.
- Constituição Federal de 1988 (Planalto). Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm.
Fontes conferidas em 05 de novembro de 2026.