Desigualdade social no Brasil: estados e dados do IBGE
Por Redação MundoBlá Publicado em: Atualizado em: 4 min de leitura—visitas
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Os dados da PNAD Contínua 2025, do IBGE, mostram que o Distrito Federal tem a maior desigualdade de renda do Brasil, com índice de Gini de 0,570, e também a maior renda média por pessoa, R$ 4.401 por mês. Santa Catarina tem o menor Gini, 0,425. A média nacional do Gini é de 0,511.
Rápido: desigualdade e renda média são coisas diferentes. Há estados com renda alta e desigualdade alta, e estados com renda menor e desigualdade menor. A tabela abaixo mostra os 27 estados.
Este artigo é informativo e usa dados oficiais do IBGE. Não substitui estudos sociais nem recomenda políticas.
O que é desigualdade social e como o IBGE mede
Desigualdade social, neste artigo, é a desigualdade de renda: a distância entre o que ganham pessoas de um mesmo território. O IBGE a mede, entre outros indicadores, pelo índice de Gini, que varia de 0 a 1. Quanto mais perto de 0, mais igual a distribuição da renda. Quanto mais perto de 1, mais concentrada.
O Gini usado aqui é o do rendimento domiciliar per capita: a renda total do domicílio dividida pelo número de moradores. Os dados vêm da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua, e estão abertos no sistema SIDRA, nas tabelas 7435 e 7531.
Estados por desigualdade e renda (PNAD Contínua 2025)
A tabela ordena os estados do maior para o menor Gini e mostra a renda média mensal por pessoa do domicílio. O Brasil tem Gini de 0,511 e renda média de R$ 2.264.
Posição
Unidade da Federação
Gini (2025)
Renda média mensal por pessoa (R$)
1
Distrito Federal
0,570
4.401
2
Rio de Janeiro
0,543
2.732
3
Rio Grande do Norte
0,540
1.779
4
Sergipe
0,532
1.688
5
Pernambuco
0,520
1.568
6
Alagoas
0,512
1.401
7
Acre
0,509
1.372
8
Piauí
0,508
1.534
9
Paraíba
0,507
1.542
10
Roraima
0,506
1.870
11
Ceará
0,506
1.379
12
Amapá
0,496
1.675
13
Pará
0,492
1.435
14
Maranhão
0,491
1.231
15
São Paulo
0,491
2.862
16
Amazonas
0,488
1.450
17
Espírito Santo
0,480
2.209
18
Goiás
0,479
2.378
19
Minas Gerais
0,473
2.289
20
Tocantins
0,472
1.979
21
Paraná
0,470
2.687
22
Rio Grande do Sul
0,468
2.772
23
Bahia
0,466
1.452
24
Rondônia
0,458
1.970
25
Mato Grosso do Sul
0,457
2.369
26
Mato Grosso
0,439
2.297
27
Santa Catarina
0,425
2.752
Como ler a tabela
Maior desigualdade. Distrito Federal (0,570), Rio de Janeiro (0,543), Rio Grande do Norte (0,540), Sergipe (0,532) e Pernambuco (0,520).
Menor desigualdade. Santa Catarina (0,425), Mato Grosso (0,439), Mato Grosso do Sul (0,457), Rondônia (0,458) e Bahia (0,466).
Maior renda média por pessoa. Distrito Federal (R$ 4.401), São Paulo (R$ 2.862), Rio Grande do Sul (R$ 2.772), Santa Catarina (R$ 2.752) e Rio de Janeiro (R$ 2.732).
Menor renda média por pessoa. Maranhão (R$ 1.231), Acre (R$ 1.372), Ceará (R$ 1.379), Alagoas (R$ 1.401) e Pará (R$ 1.435).
Repare no Distrito Federal: renda média mais alta do país e Gini mais alto. Isso significa que rendas bem diferentes convivem no mesmo território. Já Santa Catarina combina renda média acima da nacional com o menor Gini.
Cuidados ao usar esses números
São médias. Dentro de cada estado, a realidade varia entre cidades e bairros.
A PNAD é uma pesquisa por amostra, e por isso tem margem de erro.
Gini mede desigualdade, e não pobreza. Um estado pode ter Gini baixo e renda baixa.
Compare sempre o mesmo ano, a mesma tabela e a mesma unidade.
Tem mais pobre ou mais rico no Brasil?
A resposta depende da definição de pobreza e de riqueza, e este artigo não afirma um número. O que os dados de 2025 mostram é que a renda média por pessoa do domicílio foi de R$ 2.264 no país, com variação grande entre estados: de R$ 1.231 no Maranhão a R$ 4.401 no Distrito Federal. Para linhas de pobreza e pessoas abaixo delas, consulte os estudos sociais do IBGE.
E o "estado mais bonito"?
Não existe medida objetiva nem ranking oficial: beleza depende de gosto e de paisagem. Este guia trata só de dados mensuráveis. Para escolher um destino, pesquise fontes de turismo e compare o que mais combina com você.
Índice de Gini: medida de 0 a 1 da desigualdade na distribuição de renda.
Rendimento domiciliar per capita: renda do domicílio dividida pelo número de moradores.
PNAD Contínua: pesquisa do IBGE sobre trabalho e renda feita em domicílios.
Fonte e data
Fonte: IBGE, PNAD Contínua 2025, tabelas 7435 e 7531 do SIDRA (consulta em 6 de outubro de 2026). Os valores de renda são médias mensais reais por pessoa do domicílio, em reais, a preços médios do ano. Confira atualizações no site do IBGE.
Perguntas frequentes
Qual o estado com maior desigualdade social no Brasil?
Pela PNAD Contínua 2025, do IBGE, o Distrito Federal tem o maior índice de Gini do rendimento domiciliar por pessoa, 0,570. Em seguida vêm Rio de Janeiro (0,543), Rio Grande do Norte (0,540), Sergipe (0,532) e Pernambuco (0,520). O Gini mede desigualdade de renda, e não pobreza.
Qual estado tem a menor desigualdade de renda?
Pela PNAD Contínua 2025, Santa Catarina tem o menor Gini, 0,425, seguida por Mato Grosso (0,439) e Mato Grosso do Sul (0,457). Gini baixo significa renda mais bem distribuída entre os moradores, mas não quer dizer que a renda média seja alta ou que não haja pobreza.
O que é o índice de Gini?
É uma medida de desigualdade que varia de 0 a 1. Quanto mais perto de 0, mais igual é a distribuição da renda. Quanto mais perto de 1, mais concentrada. O IBGE calcula o Gini do rendimento domiciliar por pessoa para o Brasil e para cada estado na PNAD Contínua.
Qual o Gini do Brasil em 2025?
O índice de Gini do rendimento domiciliar por pessoa do Brasil foi de 0,511 em 2025, segundo a PNAD Contínua do IBGE, consultada no sistema SIDRA. É uma média nacional que esconde diferenças grandes entre estados, como mostra a tabela deste artigo.
Tem mais pobre ou mais rico no Brasil?
Depende de como se define pobreza e riqueza, e este artigo não afirma um número. A renda média mensal por pessoa do domicílio foi de R$ 2.264 em 2025, segundo o IBGE, com grande variação entre estados. Para linhas de pobreza, consulte os estudos sociais do IBGE.
Qual estado tem a maior renda por pessoa?
Pela PNAD Contínua 2025, o Distrito Federal tem a maior renda média mensal domiciliar por pessoa, R$ 4.401. Depois vêm São Paulo (R$ 2.862), Rio Grande do Sul (R$ 2.772), Santa Catarina (R$ 2.752) e Rio de Janeiro (R$ 2.732). A média do Brasil é de R$ 2.264.
Qual estado tem a menor renda por pessoa?
O Maranhão, com R$ 1.231 de renda média mensal domiciliar por pessoa em 2025, segundo a PNAD Contínua do IBGE. Em seguida aparecem Acre, Ceará, Alagoas e Pará, na faixa de R$ 1.370 a R$ 1.440. A média nacional é de R$ 2.264.
Renda alta significa baixa desigualdade?
Não. O Distrito Federal tem a maior renda média por pessoa (R$ 4.401) e também o maior Gini (0,570). Já Santa Catarina combina Gini baixo (0,425) com renda média acima da média nacional. Renda média e desigualdade são medidas diferentes e podem andar em sentidos opostos.
O que significa rendimento domiciliar per capita?
É a renda total do domicílio dividida pelo número de moradores. Serve para comparar o que cada pessoa dispõe em média. O IBGE usa essa medida na PNAD Contínua. Como é uma média, não mostra quem ganha mais ou menos dentro do domicílio.
Qual é o estado brasileiro mais bonito?
Não existe resposta objetiva nem ranking oficial, porque beleza é subjetiva e depende de gosto, clima e paisagem. Este artigo trata apenas de dados mensuráveis, como renda e desigualdade. Para escolher destino, pesquise fontes de turismo e compare o que mais combina com você.
A desigualdade no Brasil está aumentando?
Entre 2024 e 2025, o Gini nacional subiu de 0,504 para 0,511, segundo a tabela 7435 do SIDRA. Em 2023, era 0,517. Para ver a série histórica completa e outros recortes, consulte as tabelas da PNAD Contínua no site do IBGE.
Quem produz esses dados?
O IBGE, por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD Contínua. Os dados estão no sistema SIDRA, aberto ao público, nas tabelas 7435 e 7531. Por serem de pesquisa por amostra, têm margem de erro, e o IBGE divulga coeficientes de variação.
Por que o Distrito Federal aparece com o maior Gini?
Os dados mostram que a capital tem a maior renda média e a maior desigualdade, ou seja, rendas bem diferentes convivem no mesmo território. Este artigo descreve o dado e não explica as causas, que exigem estudos específicos. Para entender, consulte pesquisas do IBGE sobre a região.
Como a desigualdade afeta a vida das pessoas?
Este artigo não detalha efeitos, pois não abrimos estudos específicos sobre isso. O que os dados mostram é a distância entre rendas médias e a concentração por estado. Para efeitos em saúde, educação e emprego, consulte estudos do IBGE, do Ipea e de universidades.
Posso comparar o Brasil com outros países pelo Gini?
Com cuidado. Cada país mede a desigualdade com metodologia própria, e anos diferentes podem não ser comparáveis. Prefira bases internacionais que padronizam a medida, como as do Banco Mundial, e confira o ano e a definição de renda usados em cada país.
Onde conferir os dados atualizados?
No sistema SIDRA do IBGE, nas tabelas 7435 (Gini do rendimento domiciliar per capita) e 7531 (rendimento médio mensal domiciliar per capita), com dados da PNAD Contínua. Veja sempre o ano de referência e a unidade de cada tabela antes de citar um número.
O que posso fazer com esses dados?
Você pode usá-los para estudo, trabalhos escolares, jornalismo e debate qualificado, citando fonte e ano. Evite usá-los para estigmatizar estados ou pessoas. Médias escondem realidades diferentes dentro de cada estado, e o ideal é olhar também recortes por município.
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Referências
IBGE: PNAD Contínua, Índice de Gini do rendimento domiciliar per capita (SIDRA, tabela 7435). Disponível em: https://sidra.ibge.gov.br/tabela/7435. Acesso em: 6 out. 2026.