Resumo: qual serviço para qual situação
| Situação | Serviço | Contato | Funcionamento |
|---|---|---|---|
| Quer conversar agora, em sofrimento | CVV | 188, chat, e-mail | Gratuito, 24 horas |
| Sofreu discriminação ou violência | Disque 100 | 100, WhatsApp (61) 99611-0100 | Gratuito, 24 horas |
| Reclamação sobre atendimento de saúde | Ouvidoria-Geral do SUS | 136 | Segunda a sexta, 8h às 20h; sábado, 8h às 18h |
| Cuidado de saúde | Unidade básica de saúde e CAPS | Serviço mais próximo | Gratuito |
| Risco imediato à vida | SAMU | 192 | Gratuito, 24 horas |
| Perigo imediato por violência | Polícia | 190 | Emergência |
CVV 188: apoio emocional
O Centro de Valorização da Vida (CVV) é uma entidade nacional, independente de influência religiosa, política ou empresarial, que oferece apoio emocional e prevenção do suicídio. Segundo o site do CVV, é possível conversar gratuitamente com voluntários, em todo o Brasil, 24 horas por dia, pelo telefone 188. O atendimento é sigiloso, anônimo e sem julgamentos. Também há chat, e-mail e atendimento presencial.
O CVV não é tratamento nem substitui o acompanhamento com profissionais de saúde. Funciona como um espaço de escuta, inclusive quando você ainda não sabe o que precisa.
Disque 100: denunciar violações de direitos
O Disque 100 é o Disque Direitos Humanos, serviço do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Segundo a Agência gov, em matéria de 3 de agosto de 2026:
- é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias;
- garante sigilo das informações;
- recebe denúncias de violações de direitos de pessoas LGBTQIA+;
- a LGBTfobia foi equiparada ao racismo pelo Supremo Tribunal Federal.
Os canais são:
- telefone ou celular: 100;
- WhatsApp: (61) 99611-0100;
- Telegram: busque "DireitosHumanosBrasil";
- videochamada em Libras: atendelibras.mdh.gov.br/acesso.
Para facilitar a apuração, guarde provas: mensagens, prints, datas, locais e nomes de testemunhas. Você pode denunciar de forma anônima.
SUS: unidade básica de saúde
O Ministério da Saúde informa que a entrada no SUS ocorre pela atenção primária, na unidade básica de saúde mais próxima. A Política Nacional de Saúde Integral LGBT, instituída pela Portaria 2.836/2011, busca eliminar a discriminação e o preconceito institucional nos serviços.
Você tem direito ao uso do nome social no atendimento, protegido pelo Decreto 8.727/2016, segundo o Ministério. Se o atendimento for discriminatório, registre a queixa. Para entender o que a política prevê, leia Política Nacional de Saúde Integral LGBT: o que é e como usar o SUS.
CAPS: saúde mental pelo SUS
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) acolhe pessoas em sofrimento psíquico intenso. O Ministério da Saúde informa que o atendimento pode começar por escolha própria, sem encaminhamento, ou por encaminhamento de serviços de saúde, hospitais, assistência social, educação ou justiça. O serviço é gratuito.
Para outras opções de atendimento psicológico gratuito, veja Psicólogo gratuito: SUS, CAPS, clínica-escola e outras opções.
Ouvidoria do SUS: 136
Para reclamações, sugestões e dúvidas sobre o SUS, ligue para a Ouvidoria-Geral do SUS, no 136. Funciona de segunda a sexta, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 18h, segundo o Ministério da Saúde.
Ligue 180: para mulheres lésbicas e bissexuais
O Ligue 180 é a central de atendimento à mulher, gratuita e com funcionamento 24 horas por dia. Orienta sobre leis e direitos, informa sobre serviços especializados, registra denúncias e encaminha aos órgãos competentes. Também atende por WhatsApp, no (61) 9610-0180. Em perigo imediato, a orientação é ligar para a polícia, no 190. Veja também Violência psicológica: o que é, exemplos e sinais.
Em risco imediato
Ligue para o SAMU 192, que é gratuito e funciona 24 horas, todos os dias, segundo o Ministério da Saúde. O serviço inclui, entre os motivos de acionamento, tentativa de suicídio e outras emergências. Em perigo imediato por violência, ligue para a polícia, no 190.
Acolhimento local: centros e redes
A pauta deste texto cita centros de cidadania LGBT. Não há fonte oficial aberta consultada para listar endereços e horários, e por isso não afirmo a existência de um serviço específico na sua cidade. O que você pode fazer:
- perguntar à secretaria de direitos humanos ou de assistência social do seu estado ou município se há centro de acolhimento;
- perguntar na unidade básica de saúde sobre grupos e serviços de apoio;
- procurar organizações da sociedade civil de confiança na sua região, conferindo a reputação antes.
Antes de ligar ou escrever
Para a denúncia ou o atendimento render mais, tenha à mão, se for possível:
- o que aconteceu, quando e onde;
- o nome ou a descrição de quem agrediu, se souber;
- prints, mensagens, áudios ou fotos;
- nomes de testemunhas;
- o local do serviço onde ocorreu, se for discriminação em saúde, escola ou trabalho.
Nada disso é obrigatório para pedir ajuda, e você pode ligar mesmo sem provas. Se não conseguir organizar as informações, conte o que lembrar e peça orientação sobre os próximos passos.
Como ajudar um amigo
- Escute sem julgar e respeite nome e privacidade.
- Compartilhe os canais, sem pressionar.
- Se houver risco de ele se machucar, não o deixe sozinho e acione o SAMU 192.
- Incentive o atendimento de saúde e a denúncia, se ele quiser.
Leia também
- Consequências da homofobia na saúde mental e na sociedade
- O que é disforia de gênero e quem faz o diagnóstico
- Bullying: o que é, tipos e como agir
Fontes e verificação
Fontes: CVV, Agência gov (3 de agosto de 2026), Ministério da Saúde (páginas da população LGBTQIAPN+, CAPS e SAMU 192) e Ligue 180 (gov.br). Verificado em 7 de outubro de 2026. Pendência: confirmar em fonte oficial a existência e os endereços de centros de cidadania LGBT. Este conteúdo é informativo e não substitui orientação de profissional de saúde ou jurídica.