Quem sofre mais no término: quem termina ou quem é deixado
Por Redação MundoBlá Publicado em: Atualizado em: 5 min de leitura—visitas
Resposta rápida
Quem sofre mais no término? Não há um lado que sempre perde. Quem foi deixado costuma sentir a dor mais forte no começo, e quem termina pode viver culpa e dúvida. O que mais pesa é o jeito de cada pessoa se vincular, a história da relação e o apoio que ela tem por perto.
Rápido: a ciência não aponta um vencedor da dor. Homens e mulheres se mostram afetados de forma parecida, e a pessoa que foi deixada tende a sofrer mais no início, principalmente se tem apego ansioso.
O que dizem as pesquisas sobre homens e mulheres
Existe uma crença comum de que um dos gêneros sente mais o fim de um relacionamento. Um estudo de Wahring e colegas, publicado em 2024 e resumido pela Psychology Today, acompanhou 1.530 pessoas na Alemanha e chegou a outra conclusão: homens e mulheres foram afetados de forma parecida em bem-estar depois do término.
A queda na satisfação com a vida, o aumento de sintomas depressivos e a solidão foram comparáveis nos dois grupos. Isso desmonta a ideia de que um lado "supera rápido" e o outro "não supera nunca".
Houve duas diferenças pontuais. Os homens terminaram o relacionamento com menos frequência do que as mulheres. E, depois do fim, disseram estar menos satisfeitos com a vida de solteiro e com mais vontade de ter uma nova relação.
Os próprios pesquisadores avisam que parte da diferença pode ser de método. Homens e mulheres podem usar estratégias de enfrentamento diferentes, que funcionam de forma igualmente eficaz. Por isso, o que se vê por fora, como silêncio ou pressa para sair com outra pessoa, não mede o que a pessoa sente por dentro.
Fonte: Psychology Today. Verificado em 7 de outubro de 2026.
Quem terminou e quem foi deixado
Aqui a pesquisa é mais clara. Estudos sobre luto de término indicam que quem toma a decisão costuma se recuperar melhor, e que ser a pessoa que iniciou o fim foi um dos principais fatores ligados a resultados mais favoráveis.
Faz sentido. Quem termina costuma ter passado semanas ou meses pensando nisso. Quem é deixado recebe a notícia pronta e começa o luto do zero, com frequência sem entender o motivo.
Um estudo publicado em periódico da Universidade de Novi Sad, na Sérvia, acrescenta um detalhe: o apego importa. Pessoas com baixa ansiedade de apego não sofreram muito mais por serem ou não a pessoa que terminou. Já quem tem apego mais ansioso relatou sofrimento emocional maior, e a dor ficou ainda mais alta quando foi o parceiro quem terminou.
Fonte: Zbornik radova, Universidade de Novi Sad. Verificado em 7 de outubro de 2026.
Por que quem termina também sofre
O resultado médio de um estudo não descreve cada caso. Quem termina pode carregar culpa por ter machucado alguém, medo de ter errado e saudade da rotina a dois. Pode ainda ser criticado por amigos e familiares, o que torna o luto mais solitário.
O sofrimento de quem termina costuma ser menos visível, porque ninguém espera que ele apareça. Reconhecer isso evita a competição inútil de "quem sofre mais" e abre espaço para cada pessoa cuidar da sua parte.
O que influencia o tamanho da dor
Nenhum desses fatores decide sozinho, mas todos costumam pesar:
Estilo de apego. Quem teme ser abandonado tende a sentir o fim com mais intensidade, como mostra o estudo sérvio.
Papel no término. Ser a pessoa que decidiu costuma ajudar na recuperação.
Contato com o ex. Os estudos reunidos nas fontes associam o contato contínuo a mais sofrimento. Ver perfil, mandar mensagem e revisitar fotos mantém a ferida aberta.
Rede de apoio. Ter com quem conversar costuma facilitar a elaboração, embora as fontes abertas deste artigo não meçam esse efeito.
Surpresa. Um fim sem aviso costuma deixar mais perguntas sem resposta, o que dificulta o fechamento.
O mito de que o homem sofre menos
Muita gente diz que o homem "supera rápido". Os dados abertos não confirmam. Em bem-estar, o impacto foi parecido. O que muda é a forma de lidar, e isso é cultural: a expectativa social de que homens não demonstrem tristeza faz com que alguns escondam o que sentem.
O contrário também existe. Dizer que a mulher "sofre mais porque é emotiva" ignora que ela terminou mais vezes e, nessa condição, tende a se recuperar melhor. Os dois estereótipos erram ao tratar o sentimento como regra de gênero.
Se você quer entender como o homem costuma agir depois do fim, observe o comportamento sem tirar conclusões rápidas. Silêncio não é indiferença. Pressa por outra relação não é superação. Perguntar, em vez de supor, evita injustiça.
O que ajuda a atravessar o fim
Nenhum método é garantido, mas estas atitudes costumam ajudar:
Reduza o contato por um tempo. Silencie o perfil do ex se precisar. Não é birra, é proteção.
Mantenha rotina básica. Sono, comida e movimento sustentam o humor.
Fale com alguém. Amigo, familiar ou profissional. Sofrer calado costuma pesar mais.
Evite decidir tudo no pico da emoção. Mensagens de madrugada e promessas de reatar costumam gerar arrependimento.
Dê nome ao que sente. Tristeza, raiva, alívio e saudade podem aparecer no mesmo dia.
Quando buscar ajuda
Procure um psicólogo se a tristeza atrapalha sono, trabalho ou estudo por semanas. Se aparecerem pensamentos de se machucar, não espere. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, de graça, pelo telefone 188, 24 horas por dia, além de chat, e-mail e atendimento presencial em alguns endereços. Em risco imediato, ligue também para o serviço de emergência da sua região.
Este texto é informativo e não substitui avaliação de psicólogo ou psiquiatra.
Fontes e data de verificação
Psychology Today (estudo de Wahring e colegas, 2024), periódico Zbornik radova da Universidade de Novi Sad e CVV. Os números citados vêm dessas fontes. Nenhum dado foi tirado de memória.
Quem sofre mais no término, quem termina ou quem é deixado?
Em geral, quem foi deixado costuma relatar mais sofrimento, principalmente no início. Mas isso varia com o estilo de apego, o tempo de relação e a rede de apoio de cada pessoa. Quem termina também pode sofrer, às vezes com culpa.
Quem termina o relacionamento sofre mais?
Nem sempre. Pesquisas citadas neste artigo indicam que quem toma a decisão tende a se recuperar melhor, porque já vinha elaborando o fim. Ainda assim, quem termina pode sentir culpa, saudade e dúvida, e esse sofrimento merece o mesmo respeito.
Quem sofre mais no fim do relacionamento, homem ou mulher?
Um estudo com pessoas na Alemanha, resumido pela Psychology Today, concluiu que homens e mulheres foram afetados de forma parecida em bem-estar. A diferença apareceu em outro ponto: eles se disseram menos satisfeitos solteiros e com mais vontade de reatar uma relação.
Como o homem sofre por amor?
Não existe um jeito único. A pesquisa citada indica queda de satisfação com a vida e aumento de sintomas depressivos e solidão em homens e mulheres. A diferença costuma estar na forma de lidar: alguns homens falam menos do assunto, o que não significa sentir menos.
Como os homens agem após o término?
Depende da pessoa. Alguns se isolam, outros ocupam o tempo com trabalho ou esporte, outros buscam outra relação logo. O estudo citado sugere que homens e mulheres podem usar estratégias diferentes que funcionam de forma parecida, então o comportamento externo diz pouco sobre o sentimento.
Como o homem reage ao fim de um relacionamento?
As reações variam: tristeza, raiva, silêncio, vontade de voltar ou alívio. Segundo a pesquisa resumida pela Psychology Today, eles relataram mais vontade de ter um novo relacionamento. Se a reação envolver risco para si ou para outra pessoa, procure ajuda profissional.
O que é apego ansioso e por que ele muda a dor do término?
Apego ansioso é um estilo em que a pessoa teme ser abandonada e busca muita segurança no outro. No estudo sobre luto de término, pessoas com apego mais ansioso relataram sofrimento emocional maior, e a dor foi ainda mais alta quando o parceiro tomou a decisão.
Quanto tempo dura a dor de um término?
Não há prazo certo, e este artigo não cita um número porque as fontes abertas não sustentam um prazo único. A dor costuma diminuir aos poucos, e o contato contínuo com a ex-pessoa tende a prolongá-la. Se não melhora, vale conversar com um psicólogo.
Manter contato com o ex ajuda ou atrapalha?
Costuma atrapalhar. Os estudos reunidos nas fontes deste artigo associam o contato contínuo com o ex a mais sofrimento. Se há filhos ou convivência obrigatória, vale combinar regras claras e curtas de contato, só sobre o necessário.
Quem foi traído sofre mais do que quem foi deixado sem motivo claro?
As fontes abertas não comparam esses dois casos, então não dá para afirmar. O que se observa é que a falta de explicação e a quebra de confiança tendem a dificultar o fechamento. Apoio de amigos, família ou psicólogo costuma ajudar em qualquer cenário.
É normal sentir alívio e tristeza ao mesmo tempo?
É normal. Sentimentos mistos aparecem com frequência, principalmente quando a relação já estava desgastada. Alívio não anula a saudade, e a tristeza não prova que o fim foi um erro. Dê tempo para cada sentimento aparecer, sem se cobrar clareza imediata.
Existe diferença entre quem terminou e quem foi deixado na recuperação?
Segundo a pesquisa citada, quem inicia o término tende a ter resultados mais favoráveis. Pessoas com baixa ansiedade de apego mostraram sofrimento parecido nos dois lados. Ou seja, o papel no término pesa, mas o jeito de cada um se vincular pesa também.
Devo ligar para o ex para me sentir melhor?
Em geral, não. Ligar costuma reabrir a ferida e prolongar o sofrimento, como indicam os estudos citados. Se a vontade é forte, escreva a mensagem e não envie, ligue para um amigo ou espere algumas horas antes de decidir.
Quando o sofrimento pós-término exige ajuda profissional?
Quando a tristeza atrapalha sono, trabalho ou estudo por semanas, ou surgem pensamentos de se machucar. Psicólogos e a rede de saúde do SUS podem ajudar. Em sofrimento intenso, o CVV atende pelo 188, de graça, 24 horas por dia.
O CVV atende quem está sofrendo por término de namoro?
Atende. O CVV oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, 24 horas por dia, além de chat e e-mail, para qualquer pessoa que queira conversar, sem julgamento. Em risco imediato à vida, ligue também para o serviço de emergência da sua região.
É verdade que homem sofre calado e mulher sofre falando?
É um estereótipo que tem algum apoio nas diferenças de estratégia, mas não vale como regra. Há homens que conversam muito e mulheres que se calam. Tratar cada pessoa pelo que ela diz sentir evita errar o apoio que se oferece.
Como ajudar um amigo que acabou de terminar?
Escute sem apressar conclusões, evite frases como era só um namoro e ofereça presença: um café, uma caminhada, uma mensagem no fim do dia. Não force a pessoa a falar do ex. Se ela demonstrar risco, incentive procurar ajuda profissional.
O que você achou deste conteúdo?
Sua avaliação ajuda o Mundo Blá a produzir matérias cada vez melhores.
Carregando avaliações…
👁️—visitas neste post
Compartilhe no WhatsAppEnvie esta matéria para amigos e para quem pode se beneficiar.