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Cena editorial sobre infarto: sinais de alerta e o que fazer na hora (SAMU 192)
🩺 Saúde

Infarto: sinais de alerta e o que fazer na hora (SAMU 192)

Por Publicado em: Atualizado em: 5 min de leitura — visitas

Resposta rápida

Infarto é a interrupção súbita do fluxo de sangue para o músculo do coração, e o sinal mais conhecido é dor ou desconforto no peito que pode irradiar para as costas, o rosto ou o braço esquerdo. Quando houver suspeita, ligue para o SAMU 192, sem esperar o sintoma passar. Este texto é informativo, não faz diagnóstico e não substitui atendimento médico.

Cena editorial sobre infarto: sinais de alerta e o que fazer na hora (SAMU 192)

Como saber se estou infartando

Ninguém consegue confirmar um infarto sozinho, e o que você pode fazer é reconhecer sinais de alerta e acionar socorro. O Ministério da Saúde descreve os sintomas principais:

  • dor ou desconforto no peito, que pode irradiar para costas, rosto ou braço esquerdo;
  • suor frio;
  • palidez;
  • falta de ar;
  • sensação de desmaio.

Esses sinais podem aparecer juntos ou isolados. Se você tem dor no peito junto de qualquer um dos outros sinais, não espere. Ligue para o SAMU 192.

O que é o infarto

Segundo o Ministério da Saúde, o infarto agudo do miocárdio ocorre quando coágulos de sangue interrompem de repente o fluxo para as células do músculo do coração, e o tecido dessa região morre. A mesma página afirma que ele é a principal causa de morte no Brasil, com estimativa de 300 mil a 400 mil casos por ano e cerca de 1 óbito a cada 5 a 7 casos.

Esses números são as estimativas informadas na página oficial. Eles ajudam a entender por que o tema é tratado como emergência.

Sinais atípicos: quando não é a dor clássica

Nem todo infarto se apresenta com dor forte no peito. O Ministério da Saúde chama atenção para dois grupos:

  • Idosos: podem sentir principalmente falta de ar, em vez de dor no peito.
  • Diabéticos e idosos: podem ter sintomas atípicos ou nenhum sintoma específico, e por isso um mal-estar súbito merece atenção.

Na prática, se uma pessoa de um desses grupos passa mal de repente, o mais seguro é tratar como possível emergência e acionar o SAMU, deixando a equipe avaliar.

Quando ligar para o SAMU 192

O SAMU 192 faz parte da Política Nacional de Atenção às Urgências, do Ministério da Saúde. A ligação é gratuita, e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

A página do Ministério lista entre os motivos para ligar: dor súbita no peito, emergências cardíacas e respiratórias, AVC, afogamento, queimaduras graves e acidentes com vítimas.

Como funciona a chamada:

  1. Um atendente colhe informações sobre a emergência e o local onde a pessoa está.
  2. O médico regulador dá orientações de primeiros socorros por telefone.
  3. A central envia ambulância, moto ou helicóptero, conforme a gravidade e a disponibilidade.

Por isso, tenha o endereço com ponto de referência na ponta da língua. Se estiver sozinho, ligue antes de qualquer outra providência.

O que fazer enquanto o socorro não chega

A orientação principal é seguir o que o médico regulador disser durante a ligação, já que o Ministério informa que ele fornece as instruções de primeiros socorros. Alguns cuidados gerais fazem sentido:

  • fique em local seguro e, se possível, deixe a porta destravada para a equipe entrar;
  • peça a alguém por perto que fique com você;
  • mantenha o telefone ao alcance, pois a central pode ligar de volta;
  • se a pessoa que passa mal for outra, não a deixe sozinha.

O que evitar fazer por conta própria

  • Esperar para ver se passa. Dor no peito com sinais de alerta pede socorro imediato.
  • Dirigir sozinho até o hospital. O Ministério da Saúde indica o SAMU porque o tratamento pré-hospitalar começa na ambulância e o hospital recebe o aviso antes da chegada. Com mal-estar, dirigir é arriscado para você e para os outros.
  • Tomar remédio por conta própria. A decisão sobre medicamentos cabe ao médico regulador ou à equipe de saúde.
  • Tentar adivinhar se é ansiedade, gases ou cansaço. Alguns sintomas se parecem, e só avaliação médica separa as causas.

Fatores de risco e prevenção

O Ministério da Saúde cita como fatores de risco o tabagismo, o sedentarismo, a alimentação inadequada, o colesterol alto e o estresse excessivo. Quem tem diabetes ou hipertensão enfrenta risco de 2 a 4 vezes maior, segundo a mesma fonte.

Para reduzir o risco, o Ministério indica atividade física regular, alimentação adequada, evitar o álcool e parar de fumar. Quem tem os fatores de risco acima deve manter acompanhamento médico, porque o tratamento depende de cada pessoa. Ter fator de risco não quer dizer que o infarto vai acontecer, e não tê-lo não elimina a possibilidade.

Como se preparar para o atendimento

Se você tem fatores de risco ou convive com alguém que tem, vale deixar algumas informações organizadas. Elas ajudam o médico regulador e a equipe a decidir mais rápido:

  • uma lista dos remédios em uso e das doenças já diagnosticadas, como diabetes e hipertensão;
  • o nome e o telefone de um familiar para contato;
  • o endereço completo, com ponto de referência, visível perto do telefone;
  • o cartão do SUS ou um documento com foto, se estiver à mão.

Essa organização não substitui o socorro. Ela só evita que a pessoa perca tempo procurando papéis num momento de pressão.

Quando não ligar para o SAMU

O SAMU é para emergências. O Ministério da Saúde desencoraja ligações por febre prolongada, dor crônica e transporte para consultas. Nesses casos, procure a unidade básica de saúde ou uma unidade de pronto atendimento.

Dor súbita no peito é o contrário disso: é um dos motivos citados para acionar o 192.

Ansiedade, dor no peito e dúvida

Palpitação, suor e falta de ar também aparecem em crises de ansiedade, e isso gera dúvida na hora. A regra segura é a mesma: diante de dor no peito ou mal-estar súbito, trate como emergência. Depois que um médico descartar o problema no coração, vale conversar sobre ansiedade. Veja Ansiedade: o que é e quando buscar ajuda profissional.

Outros sinais que pedem avaliação, em situações diferentes, estão em Pernas inchadas: causas comuns e sinais de alerta.

Fontes e verificação

Fontes: Ministério da Saúde, páginas "Infarto" e "SAMU 192" (gov.br/saude). Verificado em 7 de outubro de 2026. Este conteúdo é informativo e não substitui orientação de médico. Em caso de suspeita de infarto, ligue para o SAMU 192.

Termos citados neste artigo

Ver o glossário completo →

Perguntas frequentes

Como saber se estou infartando?

O sinal mais conhecido é dor ou desconforto no peito que pode irradiar para costas, rosto ou braço esquerdo, com suor frio, palidez, falta de ar ou sensação de desmaio, segundo o Ministério da Saúde. Se suspeitar, ligue para o SAMU 192 sem esperar o sintoma passar.

O que é um infarto?

Infarto agudo do miocárdio acontece quando um coágulo interrompe de repente o fluxo de sangue para o músculo do coração, e as células dessa região morrem, segundo o Ministério da Saúde. Por isso é uma emergência, em que o tempo até o atendimento faz diferença.

Qual o primeiro sintoma de infarto?

Em geral, dor ou desconforto no peito, às vezes descrito como pressão ou aperto. O Ministério da Saúde destaca que ela pode irradiar para costas, rosto ou braço esquerdo. Em algumas pessoas o primeiro sinal é falta de ar ou mal-estar súbito, sem dor forte.

Infarto sempre causa dor no peito?

Não. O Ministério da Saúde explica que idosos podem sentir principalmente falta de ar, e que diabéticos e idosos podem ter sintomas atípicos ou nenhum sintoma específico. Por isso, um mal-estar súbito deve ser levado a sério, mesmo sem dor forte no peito.

Para quem ligar quando suspeito de infarto?

Ligue para o SAMU 192. O Ministério da Saúde informa que o serviço é gratuito, funciona 24 horas por dia e inclui dor súbita no peito entre as situações para acionar. O atendente orienta e o médico regulador decide o envio da ambulância.

O que fazer enquanto espero o SAMU?

Siga as orientações que o médico regulador der por telefone, que inclui primeiros socorros, segundo o Ministério da Saúde. Fique em local seguro, avise alguém por perto e mantenha o telefone com você. Não tome remédio por conta própria sem essa orientação.

Posso ir ao hospital por conta própria em vez de ligar 192?

O SAMU é o caminho indicado pelo Ministério da Saúde, porque o atendimento pré-hospitalar começa na ambulância e o hospital é avisado com antecedência. Dirigir sozinho com suspeita de infarto é arriscado, pois o mal-estar pode piorar no trajeto.

Como saber se é infarto ou ansiedade?

Não dá para separar sozinho. Palpitação, suor e falta de ar aparecem nas duas situações, e só avaliação médica define a causa. Diante de dor no peito ou mal-estar súbito, trate como emergência e ligue para o SAMU 192, em vez de tentar adivinhar.

Quais os fatores de risco para infarto?

O Ministério da Saúde cita tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, colesterol alto e estresse excessivo. Quem tem diabetes ou hipertensão tem risco de 2 a 4 vezes maior, segundo a mesma fonte. Ter fatores de risco não significa que o infarto vai acontecer.

Infarto é comum no Brasil?

O Ministério da Saúde afirma que o infarto agudo do miocárdio é a principal causa de morte no país, com estimativa de 300 mil a 400 mil casos por ano e cerca de 1 óbito a cada 5 a 7 casos. Os números são estimativas da própria página oficial.

Dá para prevenir o infarto?

Dá para reduzir o risco. O Ministério da Saúde indica atividade física regular, alimentação adequada, evitar o álcool e parar de fumar. Quem tem diabetes, pressão alta ou colesterol alto precisa de acompanhamento médico, que define o tratamento de cada pessoa.

Quem tem diabetes sente infarto diferente?

Pode sentir. O Ministério da Saúde informa que diabéticos e idosos podem ter sintomas atípicos ou nenhum sintoma específico, o que torna qualquer mal-estar súbito um sinal de atenção. Se você tem diabetes, converse com o médico sobre quais sinais merecem pronto atendimento.

Quanto tempo dura a dor do infarto?

As fontes oficiais consultadas não definem um tempo exato, e o quadro varia de pessoa para pessoa. O ponto central é não esperar para ver se melhora: dor no peito ou mal-estar súbito com sinais de alerta pedem ligação imediata para o SAMU 192.

Mal-estar súbito sem dor no peito pode ser infarto?

Pode. O Ministério da Saúde explica que, em idosos e diabéticos, o infarto pode se apresentar sem dor típica, como falta de ar ou mal-estar. Só um médico confirma o diagnóstico, então o caminho seguro é acionar o SAMU e deixar a equipe avaliar.

Quando não devo ligar para o SAMU?

O Ministério da Saúde desencoraja o uso do 192 para febre prolongada, dor crônica e transporte para consultas, que devem ir à unidade de saúde. Dor súbita no peito é o oposto: está na lista de motivos para ligar na hora.

O SAMU cobra pelo atendimento?

Não. O Ministério da Saúde informa que o SAMU 192 é totalmente gratuito e funciona todos os dias, a qualquer hora. A ligação e o envio de ambulância, moto ou helicóptero, quando necessário, não geram cobrança ao paciente.

Depois de um infarto, preciso de acompanhamento?

Sim, o acompanhamento com médico, geralmente cardiologista, faz parte do cuidado. Esta página informativa não detalha o tratamento, que é definido caso a caso pela equipe de saúde. Siga as orientações da equipe e não interrompa remédios por conta própria.

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Referências

Fontes conferidas em 7 de outubro de 2026.

Escrito por

Equipe editorial

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