Como saber se estou infartando
Ninguém consegue confirmar um infarto sozinho, e o que você pode fazer é reconhecer sinais de alerta e acionar socorro. O Ministério da Saúde descreve os sintomas principais:
- dor ou desconforto no peito, que pode irradiar para costas, rosto ou braço esquerdo;
- suor frio;
- palidez;
- falta de ar;
- sensação de desmaio.
Esses sinais podem aparecer juntos ou isolados. Se você tem dor no peito junto de qualquer um dos outros sinais, não espere. Ligue para o SAMU 192.
O que é o infarto
Segundo o Ministério da Saúde, o infarto agudo do miocárdio ocorre quando coágulos de sangue interrompem de repente o fluxo para as células do músculo do coração, e o tecido dessa região morre. A mesma página afirma que ele é a principal causa de morte no Brasil, com estimativa de 300 mil a 400 mil casos por ano e cerca de 1 óbito a cada 5 a 7 casos.
Esses números são as estimativas informadas na página oficial. Eles ajudam a entender por que o tema é tratado como emergência.
Sinais atípicos: quando não é a dor clássica
Nem todo infarto se apresenta com dor forte no peito. O Ministério da Saúde chama atenção para dois grupos:
- Idosos: podem sentir principalmente falta de ar, em vez de dor no peito.
- Diabéticos e idosos: podem ter sintomas atípicos ou nenhum sintoma específico, e por isso um mal-estar súbito merece atenção.
Na prática, se uma pessoa de um desses grupos passa mal de repente, o mais seguro é tratar como possível emergência e acionar o SAMU, deixando a equipe avaliar.
Quando ligar para o SAMU 192
O SAMU 192 faz parte da Política Nacional de Atenção às Urgências, do Ministério da Saúde. A ligação é gratuita, e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.
A página do Ministério lista entre os motivos para ligar: dor súbita no peito, emergências cardíacas e respiratórias, AVC, afogamento, queimaduras graves e acidentes com vítimas.
Como funciona a chamada:
- Um atendente colhe informações sobre a emergência e o local onde a pessoa está.
- O médico regulador dá orientações de primeiros socorros por telefone.
- A central envia ambulância, moto ou helicóptero, conforme a gravidade e a disponibilidade.
Por isso, tenha o endereço com ponto de referência na ponta da língua. Se estiver sozinho, ligue antes de qualquer outra providência.
O que fazer enquanto o socorro não chega
A orientação principal é seguir o que o médico regulador disser durante a ligação, já que o Ministério informa que ele fornece as instruções de primeiros socorros. Alguns cuidados gerais fazem sentido:
- fique em local seguro e, se possível, deixe a porta destravada para a equipe entrar;
- peça a alguém por perto que fique com você;
- mantenha o telefone ao alcance, pois a central pode ligar de volta;
- se a pessoa que passa mal for outra, não a deixe sozinha.
O que evitar fazer por conta própria
- Esperar para ver se passa. Dor no peito com sinais de alerta pede socorro imediato.
- Dirigir sozinho até o hospital. O Ministério da Saúde indica o SAMU porque o tratamento pré-hospitalar começa na ambulância e o hospital recebe o aviso antes da chegada. Com mal-estar, dirigir é arriscado para você e para os outros.
- Tomar remédio por conta própria. A decisão sobre medicamentos cabe ao médico regulador ou à equipe de saúde.
- Tentar adivinhar se é ansiedade, gases ou cansaço. Alguns sintomas se parecem, e só avaliação médica separa as causas.
Fatores de risco e prevenção
O Ministério da Saúde cita como fatores de risco o tabagismo, o sedentarismo, a alimentação inadequada, o colesterol alto e o estresse excessivo. Quem tem diabetes ou hipertensão enfrenta risco de 2 a 4 vezes maior, segundo a mesma fonte.
Para reduzir o risco, o Ministério indica atividade física regular, alimentação adequada, evitar o álcool e parar de fumar. Quem tem os fatores de risco acima deve manter acompanhamento médico, porque o tratamento depende de cada pessoa. Ter fator de risco não quer dizer que o infarto vai acontecer, e não tê-lo não elimina a possibilidade.
Como se preparar para o atendimento
Se você tem fatores de risco ou convive com alguém que tem, vale deixar algumas informações organizadas. Elas ajudam o médico regulador e a equipe a decidir mais rápido:
- uma lista dos remédios em uso e das doenças já diagnosticadas, como diabetes e hipertensão;
- o nome e o telefone de um familiar para contato;
- o endereço completo, com ponto de referência, visível perto do telefone;
- o cartão do SUS ou um documento com foto, se estiver à mão.
Essa organização não substitui o socorro. Ela só evita que a pessoa perca tempo procurando papéis num momento de pressão.
Quando não ligar para o SAMU
O SAMU é para emergências. O Ministério da Saúde desencoraja ligações por febre prolongada, dor crônica e transporte para consultas. Nesses casos, procure a unidade básica de saúde ou uma unidade de pronto atendimento.
Dor súbita no peito é o contrário disso: é um dos motivos citados para acionar o 192.
Ansiedade, dor no peito e dúvida
Palpitação, suor e falta de ar também aparecem em crises de ansiedade, e isso gera dúvida na hora. A regra segura é a mesma: diante de dor no peito ou mal-estar súbito, trate como emergência. Depois que um médico descartar o problema no coração, vale conversar sobre ansiedade. Veja Ansiedade: o que é e quando buscar ajuda profissional.
Outros sinais que pedem avaliação, em situações diferentes, estão em Pernas inchadas: causas comuns e sinais de alerta.
Fontes e verificação
Fontes: Ministério da Saúde, páginas "Infarto" e "SAMU 192" (gov.br/saude). Verificado em 7 de outubro de 2026. Este conteúdo é informativo e não substitui orientação de médico. Em caso de suspeita de infarto, ligue para o SAMU 192.