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Quando a homossexualidade deixou de ser considerada doença

Por Publicado em: Atualizado em: 4 min de leitura — visitas

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A homossexualidade não é doença. Dois documentos conferidos mostram isso: a Resolução 001/99 do Conselho Federal de Psicologia (CFP), de 22 de março de 1999, e um documento da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), que afirma que a homossexualidade foi retirada dos sistemas de classificação de doenças há décadas.

Rápido: no Brasil, a referência confirmada é a Resolução CFP 001/99, de 22 de março de 1999. A data de 17 de maio de 1990, atribuída à OMS, é a mais citada, mas não foi confirmada em documento primário nesta conferência.

Este artigo é informativo e não substitui atendimento de profissional de saúde. Trata de história e de normas, com tom respeitoso.

O que dizem os documentos conferidos

Resolução CFP 001/99 (22 de março de 1999). O texto considera que "a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão". A norma estabelece que psicólogos:

  • atuam segundo princípios éticos de não discriminação (art. 1);
  • contribuem para reflexão sobre preconceito e fim de discriminações (art. 2);
  • não exercem ação que favoreça a patologização de comportamentos homoeróticos, nem adotam ação coercitiva para orientar homossexuais a tratamentos não solicitados (art. 3);
  • não colaboram com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades (parágrafo único do art. 3);
  • não participam de pronunciamentos públicos que reforcem preconceitos que apresentem homossexuais como portadores de desordem psíquica (art. 4).

Documento da Opas. Intitulado "Curas" para uma doença que não existe, afirma que há consenso profissional de que a homossexualidade é uma variação natural da sexualidade humana, sem efeito intrinsecamente prejudicial, e que em nenhuma de suas manifestações é doença ou transtorno. Diz ainda que, por isso, ela foi retirada dos sistemas de classificação de doenças há décadas. Como referência, o texto cita a décima revisão da Classificação Internacional de Doenças, de 1994.

E a data de 1990?

A data mais repetida é 17 de maio de 1990, associada à decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de retirar a homossexualidade de sua classificação de doenças. É também a origem da data do Dia Internacional contra a LGBTfobia. Mas não abrimos, nesta conferência, o documento primário da decisão. Por isso, trate a data como bastante citada e, se precisar dela em trabalho formal, confirme no site da OMS. Veja o artigo Dia Internacional contra a LGBTfobia: 17 de maio e origem.

O que é "cura gay"

Terapias que dizem mudar a orientação sexual são chamadas de terapias de reversão ou de conversão. Segundo a Opas, elas não têm justificativa médica, não há evidência científica de que funcionem e podem causar danos à saúde mental e física. A entidade as chama de eticamente inaceitáveis e diz que serviços desse tipo devem ser denunciados.

Por que isso importa para a saúde

O documento da Opas afirma que existem relatos de danos à saúde mental e física causados pela repressão da orientação sexual de uma pessoa, e que as práticas de conversão violam a dignidade e os direitos humanos de quem passa por elas. A mensagem para profissionais e famílias é de acolhimento: tratar a orientação como doença não ajuda e pode machucar.

Para quem é LGBT e está passando por um momento difícil, o caminho é buscar apoio de profissionais de saúde que respeitem a pessoa como ela é. Este texto não traz telefones de apoio porque não confirmamos números nesta conferência. Consulte o serviço de saúde mais próximo.

Homofobia é doença?

Não. Homofobia é preconceito: uma atitude de rejeição, medo ou ódio contra pessoas homossexuais. A Opas a descreve como um problema de saúde pública, por causar sofrimento, exclusão e violência. Se você ou alguém próximo sofre com isso, procure um profissional de saúde.

Para continuar lendo

Para conhecer símbolos e a história do movimento, leia Símbolos LGBT: arco-íris, triângulo rosa e outros. Para outras curiosidades históricas do site, veja Como era o Google nos primeiros anos, Onde e quando o Google foi criado e Celular mais antigo do mundo: história.

Termos úteis

  • CID: Classificação Internacional de Doenças, publicada pela OMS.
  • Patologização: tratar como doença algo que não é doença.
  • Terapia de conversão: prática que afirma poder mudar a orientação sexual, sem base científica.

Fonte e data

Fontes: Conselho Federal de Psicologia (Resolução CFP 001/99) e Organização Pan-Americana da Saúde (documento sobre terapias de conversão). Verificado em 6 de outubro de 2026. A decisão da OMS de 1990 não foi confirmada em documento primário. Este texto é informativo e não substitui atendimento de saúde.

Perguntas frequentes

Quando a homossexualidade deixou de ser doença?

A data costuma ser citada como 17 de maio de 1990, quando a OMS teria retirado a homossexualidade de sua classificação de doenças, mas não abrimos o documento primário dessa decisão. Um documento da Opas, braço da OMS nas Américas, diz que isso ocorreu há décadas e que a homossexualidade não é doença.

A homossexualidade é considerada doença hoje?

Não. Documento da Organização Pan-Americana da Saúde, ligada à OMS, afirma que a homossexualidade é uma variação natural da sexualidade humana, sem efeito intrinsecamente prejudicial, e que não constitui doença nem transtorno. Por isso, ela não requer cura.

Quando lgbt deixou de ser doença no Brasil?

No Brasil, a Resolução 001/99 do Conselho Federal de Psicologia, de 22 de março de 1999, afirma que a homossexualidade não constitui doença, distúrbio nem perversão e proíbe psicólogos de colaborar com tratamento e cura. Esta página não confirmou outras datas oficiais.

O que diz a Resolução CFP 001/99?

Ela estabelece normas para psicólogos sobre orientação sexual. Considera que a homossexualidade não é doença, distúrbio nem perversão, veda ações que favoreçam a patologização e proíbe colaborar com eventos e serviços que proponham tratamento e cura. Foi assinada em 22 de março de 1999.

Psicólogo pode oferecer cura para a homossexualidade?

Não. A Resolução CFP 001/99 diz que psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades e não adotarão ação coercitiva para orientar homossexuais a tratamentos não solicitados. Em caso de oferta desse tipo, vale denunciar ao conselho de psicologia.

Que doença é homofobia?

Homofobia não é uma doença: é preconceito, ou seja, uma atitude de rejeição, medo ou ódio. A Opas a descreve como um problema de saúde pública, por causar sofrimento, exclusão e violência. Quem sofre homofobia pode procurar apoio de profissionais de saúde.

O que são terapias de conversão?

São práticas que dizem poder mudar a orientação sexual de alguém. Segundo documento da Opas, elas não têm justificativa médica nem evidência científica de eficácia, e podem causar danos à saúde mental e física. A entidade as classifica como eticamente inaceitáveis.

A Opas apoia terapias de cura gay?

Não. O documento da Opas diz que esforços para mudar orientações não heterossexuais carecem de justificativa médica, pois a homossexualidade não é condição patológica, e que serviços do tipo devem ser denunciados e sujeitos às sanções cabíveis, segundo ética profissional e direitos humanos.

Existe consenso profissional sobre a homossexualidade?

Segundo a Opas, há consenso profissional de que a homossexualidade é uma variação natural da sexualidade humana, sem efeito prejudicial intrínseco à saúde. Em nenhuma de suas manifestações ela constitui transtorno ou doença, e por isso foi retirada dos sistemas de classificação de doenças há décadas.

Por que a data de 17 de maio é importante?

É a data usada no Dia Internacional contra a LGBTfobia, associada à decisão da OMS de 1990. Neste artigo, a decisão em si não foi confirmada em documento primário, mas a data é bastante citada. Veja o artigo sobre o dia 17 de maio para a origem da data.

A CID mudou de lá para cá?

A Opas cita a décima revisão da Classificação Internacional de Doenças, publicada em 1994, como referência de classificação que não trata a homossexualidade como doença. Esta página não detalha revisões posteriores. Para a classificação atual, consulte o site da OMS.

O que fazer diante de uma oferta de cura gay?

Desconfie e procure orientação. A Resolução do CFP veda a psicólogos esse tipo de colaboração, e a Opas pede que tais serviços sejam denunciados. Pode-se procurar o conselho regional de psicologia ou outro órgão de saúde para registrar a denúncia.

Ser LGBT é uma escolha?

Esta página não aborda a origem da orientação sexual, pois não abrimos fonte sobre isso. O documento da Opas indica que a orientação em geral aparece como característica pessoal integral que não pode ser alterada, e que reprimi-la causa danos. Dúvidas pessoais merecem conversa com profissionais.

Quem pode ajudar uma pessoa LGBT em sofrimento?

Profissionais de saúde, como psicólogos e médicos, e serviços de saúde públicos ou privados. Se você sente que está em risco, procure ajuda imediata em um serviço de urgência. Este artigo é informativo e não substitui atendimento profissional.

A homossexualidade foi considerada doença no passado?

A Opas afirma que a homossexualidade foi retirada dos sistemas de classificação de doenças há décadas, o que indica que já constou em classificações anteriores. Esta página não detalha qual classificação, quando e por quê, pois não abriu essas fontes históricas.

Como o CFP trata o preconceito?

A Resolução 001/99 diz que psicólogos devem contribuir para uma reflexão sobre preconceito e para o fim de discriminações e estigmatizações contra quem tem comportamentos ou práticas homoeróticas. Também veda pronunciamentos públicos que reforcem o estigma de desordem psíquica.

Onde posso ler os documentos citados?

A Resolução CFP 001/99 está no site do Conselho Federal de Psicologia, e o documento da Opas, Curas para uma doença que não existe, está no site da Organização Pan-Americana da Saúde. Os links estão na lista de fontes deste artigo.

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Referências

Fontes conferidas em 6 de outubro de 2026.

Escrito por

Equipe editorial

Equipe que pesquisa, escreve e revisa os guias do MundoBlá. Todo conteúdo cita fontes oficiais e mostra a data da última conferência. Perfis de especialistas reais entram aqui só quando houver pessoa verificada.

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