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Neste artigo
- O que forma o preço do projeto arquitetônico
- Tabela de Honorários do CAU: como usar como referência
- O que o arquiteto pode fazer pela Lei 12.378/2010
- Registro no CAU e RRT: o que exigir do arquiteto
- O que pedir na proposta do arquiteto
- Como comparar orçamentos de projeto arquitetônico
- Erros comuns ao contratar arquiteto
- Em outros Mundos
O que forma o preço do projeto arquitetônico
O valor de um projeto arquitetônico nasce do trabalho envolvido. Alguns fatores pesam mais:
- Área construída: mais metros quadrados costumam pedir mais horas de projeto.
- Complexidade: terreno difícil, desnível, programa extenso ou acabamento detalhado aumentam o trabalho.
- Escopo: quais etapas, revisões e entregas estão no contrato.
- Região e profissional: o mercado local e a experiência do arquiteto entram na negociação.
O escopo costuma pesar mais do que os outros fatores, como o próprio CAU destaca. Dois projetos da mesma área podem ter valores distantes se um incluir acompanhamento de obra e o outro não.
Tabela de Honorários do CAU: como usar como referência
A Tabela de Honorários do CAU é um documento do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) que estabelece parâmetros de remuneração para os serviços de arquitetura e urbanismo. Segundo o CAU/BR, ela é dividida em três módulos, que englobam mais de 240 atividades. A revisão da tabela foi anunciada pelo conselho em 29 de março de 2022.
Use a tabela como referência para conferir se uma proposta faz sentido, e não como preço fechado. Na revisão da tabela, uma coordenadora do conselho resumiu o ponto: "Nós não estamos tratando apenas do preço, mas do escopo".
Ou seja, antes de comparar números, compare o que cada proposta entrega.
O que o arquiteto pode fazer pela Lei 12.378/2010
A Lei 12.378/2010 regula a profissão. O artigo 2º lista atribuições como:
- coleta de dados, estudo, planejamento, projeto e especificação;
- elaboração de orçamento;
- execução, fiscalização e condução de obra, instalação e serviço técnico.
Isso mostra que projeto, orçamento e acompanhamento de obra são serviços diferentes. Cada um pode ou não estar no seu contrato, e cada um tem impacto no valor.
Os projetos complementares, como estrutural, elétrico e hidráulico, costumam ser contratados à parte. Confirme na proposta quem faz cada um.
Registro no CAU e RRT: o que exigir do arquiteto
Pelo artigo 5º da Lei 12.378/2010, o registro no CAU do estado ou do Distrito Federal é obrigatório para usar o título de arquiteto e urbanista e exercer as atividades privativas da profissão. Peça o número de registro e confira no CAU do seu estado.
O outro documento é o RRT, Registro de Responsabilidade Técnica. Segundo a Resolução CAU/BR 91/2014, o RRT identifica, para todos os efeitos legais, o responsável pela atividade técnica. As providências do RRT são responsabilidade do arquiteto, que faz o registro pelo SICCAU, o sistema do conselho.
Peça uma cópia do RRT do seu projeto e guarde junto com o contrato.
O que pedir na proposta do arquiteto
Para comparar propostas de forma justa, peça que cada uma traga por escrito os itens abaixo:
| Item da proposta | Por que pedir |
|---|---|
| Etapas incluídas (estudo preliminar, anteprojeto, projeto executivo) | Mostra até onde o projeto vai |
| Número de revisões | Evita cobrança extra por ajuste |
| Prazos de cada etapa | Permite acompanhar o andamento |
| Entregáveis, como plantas, cortes e memorial | Define o que você recebe no fim |
| Projetos complementares | Mostra se estrutural, elétrico e hidráulico estão dentro ou fora |
| Acompanhamento de obra e frequência | Serviço previsto na lei, mas nem sempre contratado |
| Orçamento da obra | Atribuição prevista na lei, só vale se estiver no escopo |
| Número de registro no CAU e RRT | Confirma quem responde pelo serviço |
| Valor e forma de pagamento | Fecha o que foi combinado |
Com essa lista, você vê o que cada valor cobre. Preço baixo demais merece pergunta: o que ficou fora do escopo, e haverá RRT?
Como comparar orçamentos de projeto arquitetônico
Coloque as propostas lado a lado, item por item. Se uma inclui projeto executivo e a outra para no anteprojeto, elas não são comparáveis só pelo valor. O mesmo vale para revisões: duas rodadas de ajuste não equivalem a revisões livres.
Depois, olhe o que cada profissional entrega no fim de cada etapa. Plantas, cortes, fachadas e memorial descritivo são exemplos de entregas que você pode pedir que constem no papel.
Por fim, veja a forma de pagamento. Uma opção é dividir o pagamento por etapa entregue, o que ajuda você a acompanhar o andamento. Combine isso no contrato, junto com o que acontece se o projeto for interrompido no meio.
Se uma proposta parecer confusa, peça para o arquiteto explicar cada item. Um profissional que detalha o escopo facilita a sua decisão e reduz o risco de cobrança extra mais adiante.
Erros comuns ao contratar arquiteto
O erro mais frequente é escolher só pelo valor, sem comparar o escopo. Outro é fechar sem contrato escrito, o que deixa revisões e prazos em aberto.
Também é comum descobrir no meio da obra que os complementares não estavam inclusos. E há quem contrate sem conferir o registro no CAU.
Se você ainda está decidindo o sistema construtivo, veja a resposta completa sobre steel frame ou alvenaria. Outros temas de projeto têm resposta na categoria Arquitetura, e a resposta para outras dúvidas está na página inicial.
Em outros Mundos
A profissão tem data própria no calendário: o Mundo Datas Comemorativas fala do Dia do Arquiteto.
Fontes: Lei 12.378/2010, Planalto, CAU/BR, revisão da Tabela de Honorários, 29 de março de 2022 e CAU/BR, Resolução 91/2014. Verificado em 4 de novembro de 2026.
Perguntas frequentes
Quanto custa um projeto arquitetônico?
Depende da área, da complexidade, do escopo contratado e da região. Não existe um valor único. O caminho é pedir propostas detalhadas a mais de um profissional e comparar com a Tabela de Honorários do CAU, que estabelece parâmetros de remuneração para os serviços de arquitetura e urbanismo.
O que é a Tabela de Honorários do CAU?
É um documento do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil que estabelece parâmetros de remuneração para os serviços da profissão. Segundo o CAU/BR, ela é dividida em três módulos que englobam mais de 240 atividades. Serve de referência para arquitetos e clientes na hora de negociar.
A tabela do CAU é o preço final do projeto?
Ela é uma referência para a negociação, não o valor fechado do seu projeto. O preço final depende do escopo contratado, ponto que o próprio CAU destaca ao dizer que não trata apenas do preço, mas do escopo. Use a tabela para conferir se a proposta faz sentido.
O arquiteto precisa ser registrado no CAU?
Sim. A Lei 12.378/2010, no artigo 5º, exige o registro do profissional no CAU do estado ou do Distrito Federal para usar o título de arquiteto e urbanista e exercer as atividades privativas da profissão. Sem registro, a pessoa não pode atuar como arquiteto.
Como conferir se o arquiteto é registrado?
Peça o número de registro no CAU e confira no Conselho de Arquitetura e Urbanismo do seu estado antes de assinar o contrato. A verificação leva pouco tempo e protege você. Profissional registrado não costuma ter problema em informar o número logo no primeiro contato.
O que é RRT?
RRT é o Registro de Responsabilidade Técnica. Segundo a Resolução CAU/BR 91/2014, ele identifica, para todos os efeitos legais, o responsável pela realização da atividade técnica. As providências do RRT são responsabilidade do arquiteto, que faz o registro pelo sistema SICCAU.
Quem faz o RRT, o arquiteto ou o cliente?
O arquiteto. A Resolução CAU/BR 91/2014 diz que as providências relativas ao RRT são da responsabilidade do arquiteto e urbanista, e o registro é feito no SICCAU. Você pode pedir uma cópia do RRT do seu projeto para guardar junto com o contrato.
O projeto arquitetônico inclui elétrico, hidráulico e estrutural?
Nem sempre. Os projetos complementares, como estrutural, elétrico e hidráulico, costumam ser contratados e cobrados à parte, às vezes com outros profissionais. Confirme no contrato o que está incluído e quem vai fazer cada projeto, para não ter surpresa no meio da obra.
O arquiteto pode acompanhar a obra?
Pode. A Lei 12.378/2010 inclui execução, fiscalização e condução de obra, instalação e serviço técnico entre as atribuições do arquiteto e urbanista. Esse acompanhamento costuma ser contratado e cobrado separado do projeto. Veja na proposta se ele está incluso e com que frequência.
O arquiteto pode fazer o orçamento da obra?
Pode. A elaboração de orçamento está entre as atribuições previstas no artigo 2º da Lei 12.378/2010. Mas isso precisa estar no escopo contratado. Se você quer o orçamento da obra, peça que ele conste na proposta como entrega, com o nível de detalhe combinado.
O que deve constar na proposta do arquiteto?
As etapas, como estudo preliminar, anteprojeto e projeto executivo, o número de revisões incluídas, prazos, entregáveis, projetos complementares e acompanhamento de obra. Com tudo isso por escrito, você compara propostas pelo mesmo conjunto de entregas, e não só pelo valor final.
Projeto mais simples sai mais barato?
Em geral, menos área e menos complexidade reduzem as horas de trabalho, o que tende a baixar o valor. Mas quem define o preço é o escopo: um projeto pequeno com todas as etapas e acompanhamento pode custar mais do que um maior sem esses serviços.
Devo desconfiar de preço baixo demais?
Vale perguntar. Peça a lista do que está incluído e veja o que ficou fora do escopo. Confira se haverá RRT e se o profissional é registrado no CAU. Compare propostas pelo mesmo conjunto de entregas, porque um valor menor pode significar menos etapas ou revisões.
A experiência do arquiteto muda o preço?
Pode mudar. Profissionais com mais tempo de mercado ou especialização costumam cobrar de forma diferente, e isso entra na negociação. O que não muda é a regra: peça proposta detalhada, confira o registro e compare o escopo, e não só o nome ou o valor.
Quais são as atribuições do arquiteto pela lei?
O artigo 2º da Lei 12.378/2010 lista atribuições como coleta de dados, estudo, planejamento, projeto e especificação, elaboração de orçamento e execução, fiscalização e condução de obra, entre outras. O que o seu arquiteto vai fazer depende do que está no contrato.
Preciso de contrato escrito com o arquiteto?
É o mais seguro. O contrato registra escopo, etapas, prazos, revisões, valor e forma de pagamento. O CAU destaca o escopo como ponto central da remuneração, e só um documento escrito deixa claro o que foi combinado. Guarde junto o RRT do serviço.
Onde encontro a Tabela de Honorários do CAU?
No site do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil. A notícia do CAU/BR sobre a revisão da tabela traz a apresentação do documento e indica onde fazer o download. Confira sempre a versão publicada pelo próprio conselho, que pode ser atualizada.
Referências
- Planalto: Lei 12.378/2010. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12378.htm.
- CAU/BR: CAU Brasil revisa Tabela de Honorários dos Serviços em Arquitetura e Urbanismo. Disponível em: https://caubr.gov.br/cau-brasil-revisa-tabela-de-honorarios-dos-servicos-em-arquitetura-e-urbanismo/.
- CAU/BR: Resolução 91/2014 (RRT). Disponível em: https://transparencia.caubr.gov.br/resolucao91/.
Fontes conferidas em 04 de novembro de 2026.